sábado, 24 de fevereiro de 2018

Três milhões de euros para requalificar quartéis da GNR de Bragança

A secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto, anunciou este sábado, em Bragança, um investimento de três milhões de euros para reabilitar quartéis da GNR neste distrito.
"Se não fosse o policiamento de proximidade e o programa Idoso em Segurança, a Escola Segura e o trabalho dos militares junto das populações, sendo o único contacto de muitas pessoas com Estado, haveria muitos cidadãos em isolamento", referiu Isabel Oneto, nas comemorações do Dia do Comando da GNR de Bragança.

As obras nas instalações das forças de segurança serão feitas segundo o indicado pelas próprias estruturas policiais, "de acordo com as suas necessidades", frisou a secretária de Estado. Assim, no distrito de Bragança estão em causa as obras no posto de Macedo de Cavaleiros, que se iniciam quando o projeto de execução estiver concluído, e estão previstas intervenções nos postos de Vimioso, Argoselo, Alfândega da Fé, Rebordelo e Carrazeda de Ansiães. "É um grande esforço que está programado, pelo que não há razão para não avançar, apesar de os procedimentos serem morosos", assegurou.

Isabel Oneto elogiou ainda a a articulação entre as juntas de freguesia e a GNR no terreno porque"é uma questão eminentemente social que reforça o sentimento de segurança junto das populações", frisou. Deu como o exemplo do trabalho da GNR relacionado com a prevenção dos incêndios florestais que está em marcha antes do verão, que implica um reforço de militares. "Na segunda-feira vai iniciar-se um novo curso para a GNR e alguns militares já vão ter formação de proteção e socorro para poderem estar no verão a participar também no esforço de combate aos incêndios", explicou a secretária de Estado.

O governo quer dotar as forças de segurança de melhores equipamentos e nos próximos quatro anos vai avançar com a aquisição de duas mil viaturas para "renovar" o parque automóvel da GNR e da PSP. "Também vão ser adquiridos equipamentos de segurança individual, que são os que essas forças identificaram como prioritários", adiantou Isabel Oneto.

Glória Lopes
Jornal de Notícias

Direção Geral de Alimentação e Veterinária deteta trichinella em javalis caçados em Trás-os-Montes

A Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) detetou trichinela em javalis caçados em montarias nos concelhos da região de Trás-os-Montes.
O consumo de carne dos animais infetados tem risco para a saúde humana por isso todos os javalis abatidos têm de ser submetidos à análise da doença.

Diocese Bragança-Miranda assinala “Semana Nacional da Cáritas” com várias iniciativas

De 26 de fevereiro a 4 de março assinala-se a Semana Nacional da Cáritas, assente no tema “Uma só família humana, cuidar da casa comum”.
A Cáritas Diocesana de Bragança-Miranda envolve-se, uma vez mais, nesta Semana Nacional e apresenta um conjunto diversificado de iniciativas, nomeadamente: a apresentação do projeto “Casa Cáritas” (imagem em anexo), duas conferências, o peditório de rua, um jantar solidário e vários momentos musicais. 

Assim, na segunda-feira, 26 de fevereiro, às 18h00, nas instalações da Cáritas Diocesana, em Bragança, decorrerá a apresentação pública do novo equipamento social da Instituição, a “Casa Cáritas”. 

Pelas 18h30 terá lugar uma conferência assente no tema “Cuidar e contemplar a Casa Comum”, por Antonino de Sousa, sacerdote dehoniano, e autor do livro “O cuidar como relação de ajuda”. 

Na terça-feira à tarde, 27 de fevereiro, no salão nobre da Escola Emídio Garcia, em Bragança, será apresentado um novo serviço da pastoral diocesana: o Secretariado das Migrações e Minorias Étnicas. Segue-se uma conferência sobre “Multiculturalidade” pela investigadora Lurdes Nicolau. A entrada é livre. 

Nos dias 1, 2 e 3 de março realizar-se-á um peditório público, levado a cabo pelos voluntários. O valor angariado destina-se a apoiar famílias carenciadas. 

No sábado, 3 de março, decorrerá um “concerto familiar”, às 16h30, no auditório do Conservatório de Música de Bragança. À noite terá lugar um jantar solidário com animação musical ao vivo. Os interessados em participar poderão fazer a inscrição on-line , ou junto dos serviços administrativos da Cáritas Diocesana, da Cúria Diocesana, e do Cartório da Unidade Pastoral Senhora das Graças. 

No domingo, 4 de março, pelas 18h00, D. José Cordeiro presidirá, na Catedral, à eucaristia de encerramento da Semana Nacional. A dinamização estará a cargo das crianças e colaboradores da Instituição.

in:noticiasdonordeste.pt

Medida do pé para calçado

Hoje guiamo-nos pelo número do pé. Os números do pé, para sapatos, e do pescoço, para camisas, sempre me meteram confusão. O que sei é que nos regemos por números para vestuário e calçado. Mas, na roupa surgiu outra medida, por letras. Assim, temos para crianças a roupa por meses e anos; para senhoras o tamanho «S» é o mais comum; e o «M» para homens. Nem todos temos o mesmo peso e medida e surgiram outros números em crescendo «L», «XL», o «XXL» e os que pela sua grande massa corporal só vestem por encomenda.
Voltando ao calçado, nos tempos idos da década de cinquenta, do século XX, as crianças da minha aldeia não iam às feiras. Acho que éramos um estorvo. Só quando se levava à feira um reco, lá ia a rapariga com os pais, a ajudar a tocar o bicho à feira e para tomar conta dele. O reco era trabalho de mulher, tal como as aves de capoeira. Os rapazes estavam talhados para os bois e só iam se fosse necessária a sua ajuda. Por isso, quando era preciso comprar umas botas o meu pai pegava num pauzinho direito e punha-o no chão e eu punha o pé descalço em cima e ele marcava a medida, cortando o resto. O corte do pauzinho como medida tinha sempre em conta o crescimento dos pés durante um ano. Nunca ouvi dizer aos meus irmãos que as botas não lhe serviam. Em minha casa, a minha Mãe nunca permitiu que algum de nós usasse socos. Os socos eram usados pelos mais pobres. Não importava que o meu pai dissesse que eram mais quentes que as botas. Agricultor remediado não usava socos. Era uma despromoção social.
Lembro-me que quando fiz a quarta classe tive direito a uns socos. Quando me vi com eles foi como se me metessem uns patins nos pés. Deslizava com eles na relva e a biqueira pontapeava as pedras pequenas para longe. Não devem ter durado mais que dois ou três meses. Mais que usar os socos era quando chegava o tempo quente e a minha Mãe me dava autorização para andar descalço. Era como se tirasse dos pés umas grilhetas. Sofria bastante porque via os outros raparigos andar descalços e mais leves do que eu com as botas. Onde me ficavam os olhos mortos de desejo era nos charcos e poças de água. Os mais pobres, em pleno Inverno descalços, com as calças arregaçadas a chapinharem… A minha Mãe, às vezes devia ter pena de mim, ver-me morto de desejo de saltar para os charcos, dizia para as vizinhas: - o meu se andasse ali, amanhã estava de cama.
Voltando à medida das botas, o meu Pai ia à feira dos 3, 14 ou 25, a Mirandela e dava a medida aos mestres sapateiros de Foz Côa e se tivessem calçado que me servisse comprava de imediato ou ficavam encomendadas para a feira seguinte.

Jorge Lage
in:atelier.arteazul.net

Este domingo Balsamão convida-o a fazer um retiro espiritual

O Convento de Balsamão, em Chacim, Macedo de Cavaleiros abre as portas este domingo para receber todos aqueles que queiram encontrar a paz interior.
Um Retiro Espiritual que conta com várias atividades ao longo do dia, como conta Basileu Pires, pároco de Balsamão.

“Proporcionar um dia diferente. Começamos com a oração da manhã, depois temos uma conferência de cerca de 45 minutos, um novo nascimento porque o batismo é o novo nascimento. É dada depois uma hora de reflexão pessoal e temos depois a Eucaristia Dominical ao meio-dia aqui no Convento. Depois de almoço haverá um nova conferência, às 14h30 e mais uma hora de reflexão. Concluímos por volta das 16h30 com a oração da tarde e com a merenda final até por volta das 17h30, hora em que saímos.” 

Este género de retiro é já recorrente naquele convento, porém, Basileu Pires, confessa que a adesão nem sempre é a desejada.

“Gente não é assim tanta. Por vezes tem sido uma dezena de pessoas. Mas não deixamos de propor para que as pessoas venham porque acham por vezes que é uma perda de tempo; dizem que é um dia sem fazer nada. Mas não é a realidade. É um tempo para nos encontrarmos connosco mesmos, com Deus e o silêncio faz-nos muito bem.” 

As atividades começam às 9h30 deste domingo e prolongam-se até ao fim da tarde.

Escrito por ONDA LIVRE

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Entrevista a Ramiro Pires

O Memórias…e Outras Coisas (MOC) entrevistou Ramiro Pires (RP), um Artista Bragançano multifacetado. A sua atividade abrange diversas áreas como a pintura, a escultura, o desenho, a ilustração, a caricatura, o retrato, o teatro e, sobretudo, o ilusionismo.

MOC: Para mim e para muitos outros, és o Ramiro. Para muitos mais, uns largos milhares, és o (ORIMAR SERIP).  Um começa quando o outro acaba ou complementam-se?

RP: Oi Henrique, começas logo com uma pergunta muito interessante. Mesmo. Depois de muitos anos consigo diferenciar o “Ramiro” do “Orimar Serip” e faço sempre questão disso. “Ramiro Pires” é o meu nome próprio enquanto que o “Orimar Serip” é a personagem do mágico que o “Ramiro” interpreta. “Orimar Serip” é o nome artístico que o “Ramiro” criou. É o outro lado da lua… é o meu outro “eu”… “Orimar Serip” é o outro que não pode ser simplesmente “Ramiro Pires”. No fundo, essas personagens completam-se e por vezes separam-se. Começa quando o outro termina sem nunca desfazerem o elo de ligação. Por exemplo, na rotina diária do “Ramiro”, há sempre alguma criança ou adulto que pede para fazer “um truque mágico”. Nestas situações, deixo de ser o “Ramiro Pires” e passo desde logo a ser o mágico “Orimar Serip” completando-se com o “Ramiro”. Ou seja, é uma espécie de dois em um. (risos)

MOC: É costume dizer-se que “Santos da Casa não fazem milagres”. Sentes isso?


No Atelier de Pintura
RP: Claro que sinto… desde sempre. É triste sentir isso. Porque é que os que são de fora é que são os melhores? Quando temos, dentro da nossa “casa”, da nossa região, jovens criativos, tão bons ou melhores? Porque é que não os deixam ou não os apoiam para fazerem milagres? Porque é que projetos, vindos de fora, iguais ou idênticos aos meus, são aceites e os meus ficam nas gavetas para estudo? Será que tenho que mudar de residência para outra qualquer cidade para que me deem crédito ou valor? Gosto muito da minha cidade e tu sabes que sim. Já fiz muito por ela e quero fazer ainda mais. Mas para “Santo”, na opinião de alguns pseudos catedráticos, tenho os pés muito grandes e não consigo manter-me no “altar” nem fazer “milagres” nesta cidade… enfim… mas esquecem-se que levei e continuo a levar o nome de Bragança e a minha arte a muitos lados. E fui e sou sempre muito elogiado e muito bem recebido. Aí sim, faço milagres. Enquanto puder, tentarei fazer “milagres” na minha cidade que amo. Pois desistir é estagnar.

MOC: Ramiro. Como é ser mágico?

RP: …bom, isso tens que perguntar ao “Orimar Serip”. (risos) …Estou a brincar (risos). Mas como vês, ao (Ramiro) por vezes confundem-no com o mágico. …Quanto à tua pergunta e com certeza que o “Orimar Serip” não me leva a mal por responder por ele, digo-te, que ser mágico, é, basicamente poder fazer os sonhos acontecer. Doutra forma seria impossível. Pois, na magia, o impossível torna-se possível… é o desafiar de todas as leis físicas. Fazer levitar as nossas ideias, os nossos sonhos. Ser mágico é poder fazer com os adultos voltem a ser crianças e fazer com que as crianças vivam coloridas e mágicas fantasias. No fundo, ser mágico é sonhar e fazer sonhar …

MOC: Costumamos, nas nossas tertúlias, dizer que O F.A.O.J. marcou uma ou duas gerações. Concordas?

RP: Concordo em pleno. O F.A.O.J. foi sem dúvida uma rampa de lançamento para muitos criativos. Eu faço farte dessas gerações, em que, mesmo sem condições como hoje em dia existem, se fizeram coisas muito interessantes e levámos arte em forma de sorrisos a tantas e tantas localidades. Marcou sem dúvida!

MOC: Fizeste parte, desde a primeira hora, do grupo de atores do Teatro em Movimento liderado pelo nosso saudoso amigo Leandro do Vale. Fala-nos um pouco desses tempos.


No Museu do Abade de Baçal
RP: Sim, desde a primeira hora que fiz parte do “Teatro em Movimento”. Fui um dos escolhidos para inicialmente participarmos num curso de teatro. Curso esse que foi dirigido pelo saudoso e irmão Leandro Vale e a Helena Vidal sua companheira. Integrei de imediato o elenco do referido “Teatro em Movimento”. Mas, apesar de, já ter tido antes algumas experiências teatrais, foi para mim um enorme privilégio ter dado continuidade a esse mundo do sonho, da representação. Passei a ser assalariado duma companhia de teatro profissional. Era completamente diferente. Nesse tempo, década oitenta, descentralizámos o teatro. Levámo-lo a sítios onde por vezes a luz só existia durante o dia. Fomos ao nosso Portugal profundo do norte ao sul, aos Açores de ilha em ilha, e até ao estrangeiro. Percorremos kms e kms na carrinha “Dna Sherpa”. Foi um tempo onde a humildade, a simplicidade e o respeito operava. As pessoas desses lugares puros, deixavam a novidade das novelas, transmitidas naquela época apenas pela RTP, pois não existiam mais canais, para irem assistir ao teatro ao vivo nas casas do povo ou em salas improvisadas, com atores, ali, a poucos metros de distância, de carne e osso como elas. Tempos idos que nunca mais esquecem. E no final dos espetáculos tínhamos que ir a confraternizar com eles e ai de qualquer um de nós que não bebesse pelo copo da comunidade uma pinga saída das adegas vizinhas. “A minha pinga e o meu chouriço é o melhor”, diziam… (risos)… enfim, era tão delicioso ouvir das bocas sábias, as estórias que nos contavam. Tantas e tantas estórias que teria para mencionar e que recordarei para sempre. Foi um tempo de glória onde também tive o privilégio de conhecer e privar com grandes figuras reconhecidas da nossa praça, do teatro, do cinema, do mundo cultural. E que só as víamos na televisão. Fui um privilegiado. Foi onde dei as minhas primeiras “selfies” (risos) e os meus primeiros autógrafos porque o carinho das pessoas assim o exigiam. Foi um tempo e uma experiência que levarei sempre comigo até ao meu último destino pois aprendi bastante, sem nunca saber tudo.

MOC: Lembras-te quem emprestou a voz ao tema musical da primeira peça apresentada em Bragança, pelo Teatro em Movimento, no cine-teatro Torralta, “Canção dentro do Pão”?


No papel de Galileu Galilei
RP: Depois da “Canção dentro do Pão” aconteceram muitas peças, muitos palcos, muitas digressões, muito público. Estamos a falar de 1983 salvo erro, já do século passado (risos) e por isso tenho que ir à gavetinha da memória. Se bem me lembro, o tema musical era do nosso amigo e companheiro Higino Fernandes e quem a cantou foste tu Henrique e, tal como com este tema musical, emprestaste muitas e variadíssimas vezes a tua voz.

MOC: Algum dia pensaste em fazer do ilusionismo a tua profissão?

RP: Na verdade, sempre sonhei ser ilusionista. Sempre. Desde criança que a curiosidade da magia me acompanhava quando via os “magos” (assim chamados por serem figuras mágicas intocáveis) aquando das suas atuações nos circos. Sempre quis aproximar-me desta redoma que para mim, era um mundo impossível de alcançar. Sonhava com este mundo. Também queria ser mágico. Cheguei a espreitar pelas janelinhas das roulottes dos tais “magos” enquanto eles preparavam previamente os seus truques para as suas atuações nos circos que estacionavam perto de minha casa. Com perseverança pensei e consegui fazer do ilusionismo parte integral da minha vida. Apenas nunca pensei que, como ilusionista, conseguisse ser transversal a muitas gerações. Pois já atuei para crianças que hoje já são pais e já atuei para filhos que já foram pais. Já sou um mágico avô, não reformado e sempre no ativo (risos).

MOC: Há algum truque que queiras fazer e ainda não tenhas conseguido?

RP: Sim Henrique, queria fazer desaparecer alguns parasitas desta nossa sociedade, alguns políticos que poluem o ambiente com ideias e leis estapafúrdias, alguns pseudos donos disto tudo, como se os outros indivíduos fossem seus carneiros. (risos). Só ainda não consegui porque estas raças já são imensas, infelizmente não tenho esse poder e faltam-me os pozinhos mágicos para este tipo de aparatos (risos).

MOC: Preferes ter como público crianças ou adultos?


Peça de Teatro "Canção dentro do Pão"
RP: São públicos completamente diferentes. O público adulto já olha para os espetáculos mágicos com um pouco de desdém. Sempre com um pé atrás. Já é adulto e pensa que a magia é apenas para as crianças. Por vezes, para aplaudir, olha primeiro para o vizinho de plateia a ver se ele também aplaude. Não gosta de ser iludido, e, quando está acompanhado da sua donzela e vice versa, pior ainda (risos), apesar de saber previamente qual o tipo de espetáculo que vai ver. Esquece-se que o ilusionismo é a única profissão em que o ilusionista está autorizado a enganar nos seus espetáculos. Nas atuações para os adultos tem que se ser um ótimo entertainer. - Quanto ao público crianças, o peso que elas acarretam vale ouro. Não há, na sua gargalhada o mínimo de cinismo ou hipocrisia. Não há no seu aplauso o “forçar” do “parecer bem” ou “ter que ser”… são as células sãs de um corpo ainda em crescimento. São elas que nos fortalecem o “ego”, porque nos homenageiam com o brilho dos seus olhares ávidos de magia, sedentos de cor e estrelas saídas de um imaginário em formação. Ainda não tiveram tempo de estudar o socialmente correto ou incorreto e por isso, são apenas crianças que olham o mágico com admiração e espanto. Elas são o futuro e é nelas que acredito quando um espetáculo por elas, é considerado um verdadeiro espetáculo.  Elas tendem a imitar o ídolo e como tal tenho que ter muito cuidado com a escolha dos aparatos mágicos. Elas são muito perspicazes, pois têm uma imaginação fértil e por isso são o público mais difícil e não é qualquer truque que as seduz. A minha preferência é ter público. Sejam adultos ou crianças.

MOC: Como costumam reagir às tuas atuações?


No Coliseu da cidade do Porto
RP: São reações distintas. O público adulto demora a reagir. Primeiro “estranham e depois entranham”. Mas quando se consegue cativar, agarrar esse público adulto, é meio caminho andado. Temos admiradores e respeitadores que reage positivamente para além do espetáculo… A reação das crianças começa muito antes. Começa dias antes do espetáculo, começa quando ouvem a palavra “mágico” e reagem com carinho para todo o sempre. Nunca se esquecem e quando me veem fazem questão de me chamar “mágico” ou dizer a quem os acompanha “vai ali o sr. mágico”. São carinhosos, são puros. Quando gostam, gostam mesmo. E se não gostarem, são os primeiros a dizer na cara, que detestaram.

MOC: A pintura e o desenho são duas das tuas grandes paixões. Comercializas as obras que produzes?

RP: Sim, comercializo.

MOC: Já falhaste algum truque durante um espetáculo?


Peça de Teatro "Um Cavalheiro Respeitável"
RP: Como dizem os sábios “errar é humano” e sobretudo, como humano que sou,  quando interpreto o papel de mágico, também falho, e já falhei muitos truques durante espetáculos. As coisas por vezes acontecem-nos sem adivinharmos onde irão acontecer. Nunca acontece onde, previamente, nos ensaios, pensamos que vai acontecer. Acontece sempre no truque ao lado (risos). E claro que até hoje consegui dar a volta por cima sem que o digníssimo público se apercebesse. Mas há falhanços que acontecem e ainda bem que acontecem, pois fazem com que o truque fique ainda muito melhor aos olhos do público. Faço ainda hoje, alguns truques que “nasceram” após falhar e são um sucesso. Aprendemos com os erros.

MOC: Já passaste, certamente, muitos momentos bons e alguns maus durante os teus espetáculos. Conta-nos um momento bom e que jamais esquecerás.


Peça de Teatro "Morte Dourada"
RP: É já difícil na minha carreira mágica, encontrar apenas um momento bom. Ir à televisão é sempre um bom momento e foram já muitas vezes muitos momentos bons. Já fui premiado a nível internacional. Já tive o privilégio de atuar nos melhores palcos no nosso Portugal e no estrangeiro. Mas, atuar na grandiosa sala do Coliseu do Porto, lotado, uma referência do nosso País e além-fronteiras, também mais do que uma vez, não foi um momento bom, foi um momento esplendoroso e ficará sempre na minha retina.

MOC: E um momento mau.

RP: Já tive maus momentos, claro. Costuma-se dizer que “quem anda à chuva, molha-se”. Mas respondendo à tua pergunta, enuncio um momento terrível. Estava nos bastidores, enquanto um colega atuava e sucumbiu em pleno palco. Péssimo momento (…) …

MOC: És co-fundador da recentemente criada em Bragança, Associação “Em Nome do Grito”. O que pretende ser esta nova Associação? Já iniciou a atividade?


"O Sonho" Espetáculo Mágico
RP: Sim, Henrique, sou presidente e co-fundador da Associação “Em nome do Grito” e encenador e ator do grupo de teatro “Grito Boémio”, integrado na referida associação. Esta associação pretende ser uma lufada de ar fresco proporcionada pelas várias modalidades que a arte encerra (teatro, magia, workshops, poesia, etc, etc…).  O nosso grupo, atualmente com sete elementos, juntou-se porque queremos levar à gente desta cidade e arredores um pouco de “escapar do dia a dia e do cinzento tantas vezes pintado no rito do ritmo das estações que é a nossa vida”. As distrações são essenciais para que emocionalmente possamos abstrair-nos dos não muito raros problemas que se nos deparam. Estamos no início. Ainda não estamos definitivamente instalados. Continuamos à procura de um “lugar que sintamos nosso”, digamos, uma sede. Se defines atividade como ensaios, sim, já iniciámos. Estamos a preparar uma peça infantil e uma para adultos. Gostaríamos de fazer a diferença. Precisamos de toda a ajuda possível. Patrocínios, sócios e amigos. Conto contigo.

MOC: É usual dizer-se que atrás de um grande Homem está sempre uma grande Mulher. No teu caso, o ditado, encaixa como uma luva.

RP: Certíssimo Henrique. Encaixa como uma luva. É o meu braço direito. Está sempre nos meus bastidores porque para haver sucesso, tem que existir uma equipa invisível aos olhos do público, mas que é tão ou mais importante que o artista principal. Está sempre nos bons e nos maus momentos. 
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Meu Caro e Velho Amigo Ramiro. Muito obrigado pela entrevista com que me honraste.
Um grande abraço de profunda amizade e estima.

Henrique Martins
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Não tens que agradecer, Henrique, já muitas vezes a tua mão me foi estendida para me proporcionares espetáculos, já muitas vezes descortinei nos teus gestos e olhares essa profunda amizade e estima que é recíproca. Tu também és um caro e velho amigo, tu também tens um valor incalculável porque estás sempre PRESENTE.

«e… de tantas mãos que nos passam pelas mãos, tão poucas são as que nunca se esquecem».

As tuas nunca serão esquecidas.

Ramiro Pires

2º Passeio de Motos Clássicas - VALPEREIRO


Ontem foi detido em Bragança um homem suspeito de traficar drogas

A PSP deteve, ontem, em flagrante delito, um homem de 36 anos, suspeito de se dedicar ao tráfico de substâncias estupefacientes.
A PSP ontem apreendeu ontem à noite um homem de 36 anos suspeito de se dedicar ao tráfico de substâncias estupefacientes na Rotunda da Seara, em Bragança.

Foram apreendidas 147 doses individuais de heroína, 19 doses de cocaína individuais e diversos produtos e artigos numa busca à sua residência.

O homem é natural e residente em Bragança.

O detido foi hoje presente às autoridades judiciárias para o primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coacção.

Escrito por: Brigantia

…quase poema… ou da circunstância e do acaso

Por: Fernando Calado
(colaborador do Memórias...e outras coisas...)
Se tivesse nascido há cem anos, o meu pai, decerto, teria me dado um macho e andaria pelo mundo a comprar e a vender. Talvez vendesse azeite, vinho, polvo seco e mercearia … talvez compasse peles, cornichoilos e todas as miudezas da horta que coubessem nos alforges. Depois comeria umas batatas à espanhola na taberna da tia Carçona, pagava com um pataco e seguia viagem. E talvez fosse real… humano e produtivo.
Quando fui à feira do 21 a Bragança, com o meu pai, para comprarmos uma camioneta e irmos ao negócio, não devia ter encontrado o João do Castro que me disse que as Universidades já tinham aberto as matrículas. Bebemos um fino no Flórida e amigalhamo-nos no mesmo instante e lá fomos os dois para a Faculdade, para as aulas, para as tardes longas no Café do Piolho… para as noitadas no Porto e para a Licenciatura em tempo certo, porque a mesada era curta.
Para trás ficou a camioneta verde e preta, SCANIA que o meu pai me queria comprar, ficou o negócio da madeira e dos materiais de construção. Acho que o meu pai ficou muito triste. Se tudo tem sido diferente poderia ser um comerciante, ter um Soto com uma balança decimal, aprender a sapateiro como os meus tios, oficiais nas suas sapatarias, ser um camionista… um homem com colete, negociando nas feiras. Assim, aprendi a pensar e a inquietação do pensamento e acho que me falta tempo, porque me enganei no tempo e por isso escrevo estas coisas como um vício, enquanto ouço o meu pai, para todo o sempre, levantar-se cedo, comer umas sopas de ovo e partir para o negócio. Acho que me enganei no tempo… no espaço… mas por contradição gosto do que faço, nesta permanente interrogação filosófica… mas tenho que voltar de novo:
- Tia Carçona, quanto custa uma espanholada?!
- Quanto me levais por um litro de azeite?!
Entretanto deixo este desabafo que não serve para nada, enquanto sonho com as ladeiras de Izeda condensadas na pobreza do meu texto inútil… memórias… talhadas na obediência cega da circunstância e do acaso.


Fernando Calado nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança. 
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.

Hernâni Dias denuncia que o INCF pretende manter sem alterações o Plano de Ordenamento do território do Parque Natural de Montesinho

O presidente do município de Bragança denuncia que o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas pretende manter sem alterações o Plano de Ordenamento do território do Parque Natural de Montesinho, que está em vigor desde 2008.
As imposições às populações que integram esta área protegida desde há muito são contestadas. Mas com o início do processo de revisão do plano de ordenamento havia alguma esperança de alteração. No entanto, segundo o autarca de Bragança, Hernâni Dias, o ICNF prepara-se para manter o mesmo plano, “A informação que nós temos é que está em curso o processo de recondução desse plano e é algo que a nós nos preocupa, porque temos vindo a reclamar esta situação, porque entendemos que é prejudicial para os Municípios que fazem parte do Parque de Montesinho”.
Hernâni Dias frisa que os municípios sempre foram muito críticos do plano de ordenamento que impõe muitas restrições aos agricultores, mas também noutras áreas como a caça e as actividades desportivas “são prejudiciais para o nosso território, colocam em causa várias questões: de ordem agrícola, florestal, de natureza de turismo de natureza. Há aqui uma série de questões que deviam ser salvaguardadas e alteradas para que os constrangimentos que estão a decorrer no Parque Natural de Montesinho fossem resolvidos e do agrado das nossas comunidades que tão prejudicadas têm sido”.
O autarca lamenta que não haja uma revisão efectiva do plano de ordenamento Parque Natural de Montesinho que abrange os concelhos de Bragança e Vinhais.

Escrito por Brigantia

Benjamim Rodrigues descontente com as pretensões do Governo para o regadio

O presidente do Município de Macedo de Cavaleiros não gostou de ver o seu concelho excluído do plano de investimento em regadio anunciado recentemente pelo Ministro da Agricultura.
Benjamim Rodrigues está descontente porque tinha tido a promessa de que o seu concelho seria contemplado.

“De facto, isto já causou algum “repúdio” e alguma apreensão por parte de outros autarcas porque se sentem excluídos, e estamos a falar de alguns municípios, como é o caso do nosso, onde foi prometido que seriamos ser um dos presenteados com alguma desta fatia de investimento e, de facto, o que acabou por acontecer é que nem Macedo nem Bragança foram mencionados, dois dos municípios onde urge investir.”

Além da ampliação do regadio atual, o Município de Macedo pediu a construção de duas pequenas hídricas, nas zonas de Espadanedo e Bagueixe, que seriam usadas também para apoiar o combate a incêndios.

Pretensões que acabaram por ficar fora dos planos do Governo, pelo menos por agora, o que o autarca considera ser, em parte, culpa do mau aproveitamento da área regada feito pelo anterior executivo.

“Particularmente no nosso caso, não temos um aproveitamento do regadio existente. Talvez tenha havido no passado uma estratégia de expansão errada pois primeiro deveriam ter feito um emparcelamento de terras pois, sem ele, o regadio não é rentável.

Neste momento, a zona nascente tem grandes investimentos de jovens empresários que estão a apostar em áreas extensas e, sem regadio, essas explorações estão a ser custosas para eles.”

Em resposta, o anterior presidente da Câmara de Macedo, Duarte Moreno, esclarece que o emparcelamento dos terrenos nunca foi da competência do município.

“A Câmara pode dar uma ajuda mas não é a entidade que tem esse emparcelamento, mas sim do Governo central.

Já houve duas tentativas nas três décadas anteriores, que foram executadas no nosso concelho e nenhuma dessas tentativas teve sucesso porque, de facto, as pessoas acham que o emparcelamento da forma que é feito não os beneficia.”

Duarte Moreno defende ainda que deve ser feita uma maior aposta no regadio da zona nascente do concelho, nem que para isso se tenha de retirar água de outros blocos de rega.

” O que a Câmara deve fazer não é um projeto porque não tem essa competência, uma vez que os blocos que faltam de Limãos e Lagoa são do Governo, portanto, não vejo aqui nenhuma dificuldade em se propor isto ao Ministro, sensibilizá-lo para uma situação deste género, nem que seja retirada alguma água à zona dos Cortiços no qual grande parte é desperdiçada porque não é utilizada.”

O ministro da agricultura anunciou recentemente um investimento de cinco milhões de euros para o distrito de Bragança, que vão ser aplicados em sete projetos de regadio nos concelhos de Alfândega da Fé, Mirandela, Vimioso e Vila Flor.

Escrito por ONDA LIVRE

Há mais vagas para o Instituto Politécnico de Bragança

O Presidente do Instituto Politécnico de Bragança saúda a intenção do governo de abrir mais vagas nas universidades e politécnicos fora de Lisboa e do Porto.
Ontem o Ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor, disse que quer reduzir 5% das vagas nas instituições universitárias das duas maiores cidades do país para levar mais alunos para outras instituições nacionais, ao todo são cerca de 1000 alunos.
Para Sobrinho Teixeira esta é uma medida positiva e de coragem “é uma medida de coragem muito acertada e uma medida acertada e mais eficaz de promover a coesão territorial e portanto o abandono do país tem sido uma constante e há que reverter estas medidas”

Sobrinho Teixeira acredita que o IPB será uma das instituições beneficiadas pela medida que pensa ser a melhor forma de distribuir os alunos pelos vários politécnicos e universidades do país e refere que “é um mecanismo mais eficaz e que menos ónus financeiro tem para o país até porque o IPB vai beneficiar com esta medida” É uma das medidas mais acertadas que este governo poderia tomar”.

Apesar de o IPB não ter registado uma diminuição do número de alunos nos últimos anos, muito por causa da captação de novos públicos como de alunos estrangeiros, o decréscimo de inscrições é a norma nos politécnicos, e as medidas da última década não têm resultado, sustenta Sobrinho Teixeira “embora há dez anos que temos a limitação do número de vagas, em Lisboa e no Porto este número têm aumentado por outros regimes e por outras vias. O efeito que se pretendia que o país concentrasse os alunos todos nestas duas cidades não tem tido reprodução na realidade. Por isso é que me parece que esta medida que era necessário uma medida adicional que revertesse esta realidade.

A medida ainda está em discussão, mas a ideia é que entre em vigor já no início do próximo ano lectivo.

Escrito por Brigantia

Alunos são cientistas por um dia na Masterclass sobre física de partículas

Ontem decorreu uma Masterclass sobre física de partículas, no Instituto Politécnico de Bragança, onde os alunos do 10º e do 11º ano, do secundário do Agrupamento Escola Emídio Garcia, foram cientistas por um dia.
Alguns dos alunos referem que é uma actividade interessante mas a física não passa pelo seu futuro. 

Maria João Pires, aluna diz “que é uma actividade interessante para nós tentarmos perceber mais a química e a física e pensa que nunca será física".
Ariana Fernandes, aluna afirma “que é interessante, pois temos conhecimento sobre algo que não conhecíamos, apesar de não termos muitas bases neste assunto, conseguimos ter um pouco de mais de cultura sobre este assunto” mas também destaca que não será uma área que vai seguir.
Diogo Carvalho, também aluno destaca “gosto de física mas não é algo que queria continuar no futuro. Gosto pela descoberta do que já há e pela exploração do que já não se sabe”.

A professora Luísa Fernandes da mesma escola defende que esta iniciativa é importante porque permite aos alunos conhecimento mais alargado sobre a física “é importante porque têm outros pontos de vista. Os alunos assistem ao processo da construção do conhecimento científico pois permite dar lhe um limite e uma perspectiva diferente”.

Na manhã de ontem decorreram formações teóricas sobre a física. Uma delas foi ministrada por Pedro Abreu, coordenador do evento, a nível nacional e cientista do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas que explica a importância do evento para os alunos.

“O conceito mais importante é que eles (os alunos) podem ser cientistas. Ao sermos nós cientistas portugueses a falar para eles estamos a dizer porque não tu, uma vez que também nós estamos em escolas secundárias portuguesas” diz Pedro Abreu

Os alunos realizaram experiências em laboratórios. O evento terminou com uma videoconferência internacional com alunos da Hungria, Itália e a Croácia analisando dados reais obtidos no CERN -  Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear que é o maior laboratório de física de partículas do mundo.

Escrito por Brigantia

Sugestões Culturais para o fim-de-semana

Macedo de Cavaleiros
Durante três dias, a aldeia de Arcas, em Macedo de Cavaleiros é palco de uma das feiras locais mais antigas do concelho, a Rural Arcas.

O certame começou hoje com uma matança de porco da forma tradicional e, à noite, encerra a cargo do grupo Duo musical.

Amanhã o dia começa com uma montaria ao Javali, às 15h é apresentado o livro “Dicionário de Falares e Calão Transmontano” e, à noite, há espaço à animação musical com a fadista Teresa Costa.

No domingo há passeio BTT com partida marcada para as 9h45, seguido de uma ação de sensibilização para o setor Agroflorestal.  

Em simultâneo há venda e mostra de produtos da terra e animação cultural.

O convento de Balsamão este domingo convida a um retiro espiritual aberto a toda a população.

Um Retido da Quaresma, pretende proporcionar aos participantes um dia diferente, que se divide entre momentos de oração, palestras sobre o batismo, e um almoço.

O retiro começa as 9h30 e decorre até às 17h30 no Convento de Balsamão, em Chacim, Macedo de Cavaleiros.

Mirandela
A cidade promove pelo segundo ano consecutivo o Festival do Rancho, de forma a homenagear um prato típico e que todas as quintas-feiras, faz tradicionalmente parte das ementas dos restaurantes

Município de Chaves
Condecoração do treinador da Seleção Portuguesa de Futsal Jorge Braz e do treinador adjunto Pedro Palas, este domingo, dia 25. Os dois técnicos vão receber a Medalha Municipal de Mérito Grau Ouro, pelo êxito conseguido ao conquistar o primeiro lugar no Campeonato da Europa de Futsal.

A condecoração terá lugar nos Paços do Concelho pelas 14:30h 

Município de Vila Nova de Foz Coa
XXXVII festa da Amendoeira em Flor e dos patrimónios mundiais de 23 de fevereiro a 11 de março. Abertura oficial dia 23 com Francisco Menezes. A partir das 21h, Stand Up Comedy no auditório do Centro Cultural.

Alfândega da fé
KM VERTICAL | SUBIDA DA SERRA DE BORNES | 25 DE FEVEREIRO 2018

dia 25 de fevereiro. São 8KM sempre a subir pelos trilhos da Serra de Bornes, desde a Barragem da Burga (Vilares da Vilariça) até ao alto da Serra. Para quem prefere desfrutar da natureza de uma forma mais descontraída, pode aproveitar o percurso pedestre “Trilho Vilares da Vilariça”, que acontece em simultâneo.

Municipio de Valpaços
Dia 25 em Santa Maria de Émeres : II Festa do Bolo Podre – produtos e sabores.

Sábado e domingo em Valpaços feira dos stocks no pavilhão multiusos.

Mirandela, Bragança e Mogadouro
50 sombras livres em exibição:

– Sexta e Sábado, 23 e 24 de Mirandela no Auditório Municipal às 20h

– Bragança no Auditório Paulo Quintela às 21h.

– 23 a 25 de fevereiro, em Mogadouro na Casa da Cultura às 21:30h

Escrito por ONDA LIVRE

Feiras e mercados; privilégio de feiras francas

Feira de Gado - Torre Dona Chama
Em 1413 a Câmara de Bragança requereu a el-rei D. João I, alegando «que nos tempos das pazes que forom amtes destas que ora noos fizemos com el Rey de castella... sempre soiam de ffazer feira demtro na dita vylla e que por azo das guerras que ataa aquy forom a dita feira se fazia ora no arrabalde e que por esta razom os mais dos moradores da dita vyla am por sua proll de leixar de morar em a dita bila e bam-se morar ao arrabalde» e deixam arruinar as casas de muros adentro, e que também o alcaide não permitia fazer a dita feira dentro da vila.
El-rei, por despacho de 12 de Dezembro da era de 1451 (ano de Cristo 1413), mandou que a feira se fizesse de muros adentro, segundo o costume antigo. Adiante damos, na íntegra, este documento (nº 84).
Os reis D. João II e D. Manuel confirmaram este mesmo despacho, respectivamente em 1486 e 1496. Foi D. Afonso III, por sua carta de 5 de Março da era de 1310 (ano de Cristo 1272) quem primeiro concedeu feira franca a Bragança durante quinze dias, no mês de Julho. 
julgar pelo que vamos dizer, deve ter caído em desuso.
Depois D. Fernando, por carta de 15 de Outubro da era de 1421 (ano de Cristo 1383), concedeu-lhe uma feira franca de um mês de duração em cada ano.
A 15 de Julho de 1455, concedeu el-rei D. Afonso V, a pedido do duque de Bragança, D. Afonso, que nesta cidade se fizesse uma feira franca em cada ano, que duraria 16 dias, começando em 25 de Janeiro de 1456 a terminar em 9 do mês seguinte. O fim que el-rei tinha em vista com os privilégios concedidos a esta feira era, além da graça feita ao duque, seu tio, promover o aumento da população em Bragança que, como fronteiriça de Castela, por causa das guerras, muitas vezes chegava «a grande despovoraçam e denefficamento».

Os privilégios consistiam:

Os géneros que nela se vendessem ou comprassem só pagariam meia sisa, isto é, o vendedor de cada vinte reais, meio, e o comprador outro meio.
Vindo panos e outras mercadorias de Castela a vender à dita feira, as quais costumam pagar dízima e sisa, nela pagarão somente sisa em cheio, pois só os poderão vender atemados e não a retalho, e depois os revendedores que os venderem na feira pagarão a meia sisa, porém não vendendo os seus géneros na feira os estrangeiros, e querendo-se retirar com eles para suas terras, pode-lo-ão fazer sem nada pagar, mas querendo ir vendê-los pelo reino, pagariam logo na Alfândega de Bragança dízima e sisa, o que também pagariam vindo em tempo diverso do mercado para a feira.
Para gozarem destes privilégios era condição sine qua que as mercadorias estrangeiras entrassem por portos designados na comarca de Trás-os-Montes.
Os indivíduos que viessem à feira não poderiam ser acusados, demandados, nem presos por crimes ou dívidas enquanto nela estivessem, salvo sendo estas ou aqueles contraídos ou cometidos nela ou em Bragança e seu termo, ou nela se obrigassem a pagar. Igualmente não se lhes poderiam penhorar as mercadorias apreendidas na feira.
Poderiam montar bestas, assim muares como cavalares, e trazer armas livremente.
Não lhes poderiam ser tomadas bestas de sela nem de albarda, nem para o serviço real, nem para o da rainha, ou outras pessoas, nem os feirantes constrangidos para alguma servidão.
Os corregedores e meirinhos não poderiam exercer nela as suas funções.

Adiante damos na íntegra este documento (n.os 83 e 84).
O direito a fazer uma feira «franqueada» já o gozava Bragança, concedido por D. João I, se bem que só no reinado de D. Afonso V quis usar dele (ver documento nº 76, capítulo IX).
Pelos anos de 1514 o alcaide de Bragança, Lopo de Sousa, levou a Câmara a acordar: que as mercadorias somente se pudessem vender na praça, dentro dos muros da vila, sob pena de 100 reais e as travessas em dobro, isto pelas coisas graúdas e pelas miúdas, como fruto, etc.; 20 o comprador e outro tanto o vendedor; que os atravessadores, isto é, os que compravam as coisas por junto para revender, pagassem de multa 100 reais e que não pudessem vender-se os géneros pelas portas, sob pena de 50 reais. Mas a gente do arrabalde protestou contra estas medidas, alegando que de muros adentro já havia dois dias de mercado em cada semana — segundas e sextas-feiras — e nos mais dias cada um vendia e comprava onde lhe parecia; que eles não inovavam praça alguma porque sempre desde a fundação da cidade houvera mercado na praça de S. João.
O duque, por sentença de 4 de Outubro de 1514, mandou que se guardasse a resolução da Câmara relativamente às coisas grossas — pão, palha, azeite, sardinha e pescado — e ficassem livres as miúdas.
Adiante damos, em extracto, o teor deste documento.
Por resolução régia de 31 de Agosto de 1728, concedeu el-rei D. João, a pedido da Câmara de Bragança, que em cada semana houvesse nesta cidade, às terças-feiras, uma feira dos mesmos géneros que se vendiam na que havia cada mês, atento a ser esta insuficiente para as necessidades da população muito aumentada, e haver na cidade quatro conventos e dois hospitais, além da guarnição militar que era de perto de mil homens.
Adiante damos na íntegra este documento (nº 84).
Bragança tem hoje duas feiras mensais, nos dias 3 e 21, sendo esta a mais antiga. A do dia 3 teve lugar pela primeira vez a 3 de Março de 1865.
A seu tempo falaremos das antigas feiras do distrito: Azinhoso, Freixo de Espada à Cinta, Moncorvo, etc., e agora das que havia em 1796, segundo um Códice existente na Biblioteca Municipal do Porto.

FEIRAS MENSAIS
Dias Localidades
21 Miranda e Vilarinho da Castanheira.
22 Mirandela.
23 Dona Chama.
24 E no primeiro sábado, Mogadouro.
25 Chãos.
26 Moncorvo.
27 Algoso.
28 Vimioso.
29 Outeiro.
10 Vila Flor.
14 Alfândega da Fé.
15 Monforte de Rio Livre.
17 Chacim.
18 Bragança.
19 Vinhais.
21 Franco.

FEIRAS ANUAIS
Dias Localidades
21 Agosto — Vilarinho da Castanheira.
25 Novembro — Dona Chama e Freixo de Espada à Cinta.
28 Setembro — Azinhoso.
13 Agosto — Moncorvo.
15 Agosto — Vilas Boas.
15 Outubro — Mogadouro.
24 Junho — Mirandela.
25 Agosto — Marmelos.

Feiras actuais segundo o Relatório apresentado à Junta Geral do distrito de Bragança pelo conselheiro governador civil Jerónimo Barbosa de Abreu e Lima. Coimbra, 1871, Documento nº 23:

Alfândega da Fé — Dia 17 de todos os meses, e anual a 16 de Agosto; aquela de gados, cereais, tecidos, etc., e esta, idem e mais seda em fio.
Bragança — Dias 3 e 21, a anual chamada do Loreto, por ter este nome o local onde se celebra, na segunda-feira seguinte ao dia 8 de Setembro. Todos os géneros alimentícios e gados. Mercado de géneros alimentícios às quintas-feiras. A de 21 de Setembro é conhecida geralmente pelo nome de feira de S. Mateus, e a de 3 de Maio por feira de S. Vicente, por se celebrar na praça junto à igreja deste título.
Babe (concelho de Bragança) — Dia 29 de Junho, anual, géneros, criados de servir e pastores.
Chãos (concelho de Bragança) — Dia 7 de todos os meses, gados, cereais, carnes, etc. Tem agora outra mensal no dia 20.
Izeda (concelho de Bragança) — Dia 26, idem.
Outeiro (concelho de Bragança) — Dia 14, idem, e anual a 3 de Maio, dos mesmos géneros.
Parada (concelho de Bragança) — Dia 12 idem (hoje a feira é no dia 9).
Carrazeda de Ansiães — No último dos meses. Idem e seda em fio na feira de Julho.
Vilarinho (concelho de Carrazeda de Ansiães e hoje de Vila Flor) — No 1º dos meses — gados, géneros alimentícios e seda em fio na feira anual de 1 de Agosto.
Freixo de Espada à Cinta — Na primeira quinta-feira dos meses — géneros alimentícios e tecidos. Tem outra anual a 5 de Agosto dos mesmos géneros e seda em fio.
Chacim — No dia 19, gados, lã, azeite, cereais, carnes, peixe e seda na feira de Setembro. Tem outra anual a 10 de Setembro chamada feira dos Azinhosos — seda em fio, além dos outros géneros.
Frieira (concelho de Macedo de Cavaleiros) — Anual a 24 de Junho — géneros alimentícios.
Macedo de Cavaleiros — No dia 29 — gados, géneros, ferragens, carne seca, etc., e seda na feira de Agosto.
Morais (concelho de Macedo de Cavaleiros) — Anual a 30 de Novembro — géneros alimentícios.
Palaçoulo (concelho de Miranda) — Dia 27 — gados e géneros.
Caçarelhos (concelho de Miranda) — Dia 24 — gados e géneros.
Miranda do Douro — Dia 1º de todos os meses — gados, géneros alimentícios, tecidos, etc. Mercado de géneros alimentícios todos os domingos. Feira anual na 1ª segunda-feira de quaresma.
Sendim (concelho de Miranda do Douro) — Dia 12 — gados, géneros, etc. Anual dias 12 e 13 de Fevereiro e Setembro, de gado cavalar, muar e asinino.
Naso (concelho de Miranda do Douro) — Dia 16 e anual nos dias 6, 7 e 8 de Setembro.
Mirandela — Dia 3 — de gados, géneros alimentícios, etc., e anual nos dias 24 e 25 de Julho, de seda fiada, além dos mais géneros. Mercado de géneros alimentícios nos domingos e quartas-feiras. Tem agora outra mensal no dia 14.
Franco (concelho de Mirandela) — Dia 21 — géneros, gados, sobretudo cavalar e asinino. Tem agora outra mensal no dia 10.
Dona Chama (concelho de Mirandela) — Dias 5 e 17 — de gados de todos as espécies, géneros e seda nas feiras de Agosto. Tem outra anual dos mesmos géneros a 5, 6 e 7 de Novembro. A do dia 17 foi criada em 1870, como se vê no Vale de Salgueiro (concelho de Mirandela) — Dia 26, idem.
Abambres (concelho de Mirandela) — Dia 21 de Dezembro, anual — de géneros alimentícios.
Caravelas (concelho de Mirandela) — Dia 3 de Fevereiro — idem, idem.
Freixeda (concelho de Mirandela) — Dia 30 de Novembro — idem, idem.
Vilas Boas (concelho de Mirandela) — Dia 15 de Agosto — idem, idem.
Mogadouro — 1º sábado de cada mês — gados, cereais, etc., e anual a 15 de Setembro e 15 de Outubro, dos mesmos géneros e seda em fio. A de 15 de Outubro dura três dias, 15, 16 e 17, e é chamada Feira dos Gorazes. Mercado na 3ª quinta-feira de cada mês.
Azinhoso (concelho de Mogadouro) — Dia 18 — gados, cereais. Anual a 8 de Setembro, dos mesmos géneros e seda em fio.
Castelo Branco (concelho de Mogadouro) — Dia 22 — géneros alimentícios.
Castanheira (concelho de Mogadouro) — Dia 15 de Agosto — anual, géneros alimentícios.
Peredo (concelho de Mogadouro) — Dia 24 de Junho, idem, idem, e criados de servir.
Sanhoane (concelho de Mogadouro) — Dia 15 de Maio, idem, idem.
Teixeira (concelho de Mogadouro) — Dia 24 de Agosto, idem, idem.
Urros (concelho de Moncorvo) — No último domingo de cada mês — gado e géneros.
Moncorvo — Dias 8 e 24 de cada mês — gados, géneros alimentícios, etc., e seda fiada na feira anual de 13 de Agosto. Mercado nos domingos. Tem agora outra anual a 10 de Maio.
Carviçais (concelho de Moncorvo) — Dia 24 — gados, cereais, géneros alimentícios e seda fiada na feira de Agosto.
Felgar (concelho de Moncorvo) — No segundo domingo de cada mês — gado e géneros.
Vila Flor — Dia 15 — gados, cereais, géneros alimentícios, etc., e seda em fio. Mercado de géneros alimentícios nas quintas-feiras. Tem agora outra mensal no dia 25.
Santa Comba (concelho de Vila Flor) — 1º domingo de cada mês — cereais e géneros alimentícios.
Trindade (concelho de Vila Flor) — Dia 30 de Maio — anual, idem, idem.
Vimioso — Dia 10 — gados, cereais, etc., e seda na feira de Agosto. Tem agora outra mensal no dia 20.
Algoso (concelho de Vimioso) — Dia 9 — gados, cereais, etc.
Carção (concelho de Vimioso) — Dia 17, idem, idem.
Argozelo (concelho de Vimioso) — Dia 28, idem, idem.
Vinhais — Dia 23 — gados, cereais, etc. Tem agora outra mensal no dia 9.
Rebordelo (concelho de Vinhais) — Dia 13 — gados, cereais, etc.
Santalha (concelho de Vinhais) — Dia 12 — gados, cereais, etc., mas agora a feira é no dia 10.
Penhas Juntas (concelho de Vinhais) — Dia 17 — gados, cereais, etc.
Edral (concelho de Vinhais) — Dia 27, idem, idem.
Monforte de Rio Livre (concelho de Chaves) — Dia 18 — gados, géneros, etc.
Tronco (concelho de Chaves) — Teve feira mensal pelos anos de 1890; hoje não tem.
Travanca (concelho de Chaves) — Dia 24 de Agosto, anual — géneros alimentícios.
S. Vicente da Raia (concelho de Chaves) — Dia 17 — gados e géneros alimentícios.
Castanheira (concelho de Chaves) — Teve feira mensal pelos anos de 1890; hoje não tem.
Lebução (concelho de Valpaços) — Dia 3 — gados e géneros alimentícios.

N.B. — As feiras que no texto acima começam pela fórmula: Tem hoje outra..., bem como as dos concelhos de Chaves e Valpaços e as de Babe, Carção, Palaçoulo, Caçarelhos, Naso, Urros, Felgar, Santalha, Penhas Juntas e Edral não constam do Relatório do governador civil que nos serviu de guia; as dos concelhos por não pertencerem ao distrito de Bragança e as outras, ou porque não tinham importância ou porque lhe não chegou a notícia delas.





Memórias Arqueológico-Históricas
do Distrito de Bragança