quinta-feira, 19 de abril de 2018

Borlido da Rocha é o novo comandante territorial da GNR de Bragança

O tenente-coronel de infantaria Manuel Fernandes Borlido da Rocha tomou posse esta quinta-feira como comandante do Comando Territorial da GNR de Bragança, substituindo o coronel Amílcar Ribeiro, que ocupava o cargo desde novembro de 2015.
O acto de transferência do comando teve lugar esta manhã no comando territorial em Bragança na presença de várias entidades da concelho e do distrito.

Glória Lopes
in:mdb.pt

Castelo de Bragança

Justa Nobre, uma orgulhosa filha da terra

A cozinheira mais famosa de Portugal é transmontana. Saiu de Vale de Prados, (Macedo de Cavaleiros) aos 15 anos. Foi na capital que se tornou chefe de cozinha e é uma das mais prestigiadas na área. À Raízes falou sobre a sua vida e a sua carreira.
A memória da infância de Justa Nobre é povoada de cheiros e sabores transmontanos. Foi viver para Lisboa com 15 anos e casou-se aos 19. Mas a sua paixão pela cozinha começou bem cedo, ainda vivia na aldeia de Vale de Prados, concelho de Macedo de Cavaleiros, distrito de Bragança. Ali nasceu a 10 de Maio de 1957, apesar de viver há muitos anos na capital, continua muito ligada a Trás-os-Montes. “Continuo a visitar a minha família na aldeia, tenho lá uma casa e sempre que me é possível vou passar uns dias. Não tantas vezes como gostaria”, conta Justa Nobre.

Em criança já ajudava a mãe a descascar batatas, era curiosa e queria participar na confecção das refeições. Revela-nos que foi nessa altura que se apaixonou pelo cheiro das panelas ao lume.

Apesar de ter começado a cozinhar com tenra idade foi aos 21 anos que surgiu a primeira grande oportunidade. “Quando casei com o meu marido, ele trabalhava numa grande empresa de automóveis. O chefe dele, Luís Vaz, decidiu abrir um restaurante o famoso “33” em Lisboa. Como sabia que eu cozinhava muito bem e que o meu marido gostava de hotelaria, convidou-nos para trabalhar lá e assim entrei neste mundo mais a sério”, refere a transmontana.

 “Eu nunca me esqueço dos cheiros e dos aromas de Trás-os-Montes. Faço questão e tenho orgulho que a minha cozinha tenha um toque transmontano, sendo que alguns pratos são na totalidade pratos da região”

Hoje é considerada uma das mais prestigiadas cozinheiras de Portugal, tem percorrido o país a mostrar algumas das suas iguarias, foi júri num programa de cozinha na televisão e tem dois restaurantes em Lisboa, um no Campo Pequeno e outro no Casino Estoril. Recentemente também criou um novo conceito de restauração para centros comerciais: “Bitoque no Ponto”, sendo um deles no Porto, no Mar Shopping.

 Sabores transmontanos sempre presentes
“Eu nunca me esqueço dos cheiros e dos aromas de Trás-os-Montes. Faço questão e tenho orgulho que a minha cozinha tenha um toque transmontano, sendo que alguns pratos são na totalidade pratos da região”, explica a chef Justa. Na carta dos seus restaurantes nunca falta: perdiz à transmontana, posta mirandesa, perna de cabrito assada. No Inverno gosta de incluir nas ementas milhos, cuscus de Vinhais, butelo e casulas. É inclusive “Embaixadora do Butelo e da Casula”, prato cem por cento transmontano. Justa Nobre garante que as suas raízes transmontanas a influenciam muito na confecção e na criação dos seus pratos, principalmente nos pratos de carne e fumeiro.

Mulher com garra na cozinha e fora
Por Trás-os-Montes é muito acarinhada, chamam-lhe “filha da terra”. Justa Nobre assume-se como uma “orgulhosa transmontana, nota-se na minha maneira de estar e ser”. Na sua vida pessoal e profissional usa a mesma filosofia de vida: “ Dos fracos não reza a história!”. Uma mulher determinada que é sem sombra de dúvidas um dos grandes nomes na cozinha nacional que não se imagina a fazer outra coisa.

Justa Nobre já se sente um pouco lisboeta
Foi na capital que a transmontana construiu a sua vida e de lá, para já, não pretende sair. “Não está nos meus planos sair de cá, a minha vida está toda estruturada em Lisboa. Tenho cá o meu filho e os meus netos, são os meus bens mais preciosos”, diz a chef Justa. Confessa que é uma apaixonada pela cidade das sete colinas e que já se sente um pouco lisboeta. “Lisboa sempre me acolheu bem, foi cá que formei família e é cá que tenho os meus clientes, os meus amigos, a minha vida. Sinto-me também um pouco lisboeta”, disse.

Apesar de não contar regressar à sua terra natal para já, acredita que a região de Trás-os-Montes e Alto Douro está em franca expansão. “Neste momento as grandes cidades já estão mais perto, há mais acessibilidades, já não sinto a minha terra tão longe”.

Justa Nobre, um nome na cozinha nacional de origem transmontana que pretende cozinhar até ao fim dos seus dias. Planos para o futuro? A chefe Nobre responde: “O futuro a Deus pertence. Desejo muito continuar a ter saúde e a fazer o que gosto, a cozinhar e a fazer os outros felizes com os meus pratos”.

Revista Raízes

Lenda de Castro Vicente: O tributo das donzelas foi desfeito

Devido à recusa dos moradores de Castro Vicente em pagar o tributo de uma donzela aos mouros, esta curiosa lenda tenta explicar a origem do topónimo “Alfândega da Fé”.
Segundo o livro de Belarmino Afonso, Raízes da Nossa Terra, pelo século VIII da Era cristã, quando os Mouros dominavam ainda a Península Ibérica, conta a lenda que havia um mouro que se encontrava na fortaleza do monte Carrascal, onde é hoje o Santuário de Balsamão da freguesia de Chacim, concelho de Macedo de Cavaleiros.

Este mouro criou “O Tributo das Donzelas”, que consistia em obrigar todas as donzelas, no dia do casamento, a irem passar a noite de núpcias no leito dele.

Aconteceu que uma formosa donzela de Castro foi pretendida pelo filho do chefe dos «Cavaleiros das Esporas Doiradas» de Alfândega da Fé.

A jovem honesta e digna recusava-se ao casamento, para não se sujeitar ao tributo das donzelas que o mouro do monte Carrascal exigia. O noivo garantiu-lhe que o déspota não a obrigaria a prestar esse tributo, porque no dia do casamento mobilizaria os «Cavaleiros das Esporas Doiradas», para fazerem frente ao cruel e tirano mouro.

Numa manhã radiosa, os noivos e muito povo dirigiram-se para a capela do Santo Cristo da Fraga, onde se realizariam os esponsais. Quando o cortejo regressava a casa dos pais da noiva, um possante e feroz mouro, cumprindo as ordens do Emir do monte Carrascal, raptou a noiva e colocou-a no cavalo, sendo acompanhado por uma grande e terrível escolta de soldados mouros. Ainda não tinham chegado os «Cavaleiros das Esporas Doiradas» de Alfândega. Quando chegaram, dirigiram-se para o monte Carrascal, seguindo à frente o noivo desorientado. No sopé do monte Carrascal, travou-se um terrível combate, entre mouros deste monte e os cristãos de Castro, de Alfândega e de mais povoações circunvizinhas.

No ardor do combate, apareceu no céu, a imagem branca de Nossa Senhora, qual Divina Enfermeira, com um vaso de bálsamo na mão, a curar os cristãos feridos que, de novo, voltavam para o combate.

O noivo conseguiu penetrar na alcova do cruel e tirânico mouro, o Emir, a quem decepou a cabeça. Ao seu encontro vem a sua querida esposa já desfalecida, mas ilesa do nefando tributo.

Deste acontecimento resultou o nome de Castro Vicente (em documentos antigos aparece com a designação de VENCENTE), pela vitória alcançada; Alfândega, nome de origem árabe (Alfandag…) recebeu o nome de Alfândega da Fé. A “chacinados mouros” deu o nome a Chacim.

Diz a tradição que a Capela-Mor do actual Santuário de Balsamão fora uma antiga mesquita de mouros; assim como o Santuário do Santo Cristo da Fraga de Castro Vicente sobranceiro ao rio Sabor, fora também uma Mesquita de mouros que tinha sido conquistada pelos Cristãos, na época histórica da reconquista, e onde se tinha realizado o casamento da donzela de que nos fala a Lenda de Castro Vicente.

Segundo a tradição popular, a capela do Santo Cristo foi em tempos uma mesquita e convertida num templo cristão aquando o período histórico da reconquista cristã.

Castro Vicente história de mudanças
Castro Vicente é uma das mais importantes freguesias do Concelho de Mogadouro. Foi vila e sede de concelho. O seu povoamento é muito remoto. A Capela do Senhor da Fraga, por seu lado, que foi inicialmente a Igreja Matriz de Castro Vicente, está edificada sobre vestígios de muralhas.

Castro Vicente foi doado por D. Fernando, no século XIV, a alguns elementos da nobreza da Galiza que o apoiaram nas lutas contra Castela.

Recebeu foral de D. Dinis a 3 de Dezembro de 1305 e foral novo, de D. Manuel, a 1 de Junho de 1510. O concelho acabaria por ser extinto depois da reorganização administrativa do país em 1836. Passou então para o concelho de Chacim, em 1853 para o de Alfândega da Fé e dois anos depois para o de Mogadouro. Eram seus donatários os Marqueses de Távora, cujo património lhes foi subtraído em 1759.

Do ponto de vista patrimonial, destaca-se a Igreja Matriz, o pelourinho como símbolo da anterior autonomia administrativa, podendo ver-se numa das faces o escudo com as armas de Portugal e as Capelas de Santa Luzia, de S. Gonçalo, de Nossa Senhora de Fátima e do Santo Cristo.

Revista Raízes

Estudantes mais novos de Bragança exploram Ensino Superior

"A Física, a Química e as sensações da carne" foi um dos laboratórios visitados pelos estudantes do ensino Básico, Secundário e Profissional que ao logo desta quarta-feira passaram pelo Instituto Politécnico de Bragança (IPB) no âmbito do Dia Aberto, uma iniciativa que permite aos jovens ficarem a conhecer os meandros de uma instituição de ensino superior.
Há dez anos que o IPB abre as portas das cinco escolas que o integram aos mais jovens e o impacto da iniciativa está comprovado. "Nós fazemos um inquérito aos alunos no ato de matrícula e temos uma percentagem interessante de alunos que participaram no Dia Aberto e que depois vêm estudar para o IPB", referiu Anabela Martins, pró-presidente do IPB, destacando que "o impacto é interessante porque muitos jovens não tinham a noção do que é a instituição e não a escolhiam como prioritária, depois de virem passam a fazê-lo".

Este ano, mais de 300 alunos de vários níveis de ensino aceitaram o convite para conhecer as instalações e ver os trabalhos de investigação em curso. "Pela primeira vez inscreveram-se escolas do ensino básico, mas a iniciativa está aberta a todos, mesmo à sociedade civil, qualquer pessoa se pode inscrever pode vir conhecer a instituição, mesmo que não seja Dia Aberto", referiu Anabela Martins. Mais do que atrair alunos o IPB quer mostrar à sociedade que é uma instituição de portas abertas.

O politécnico tem cerca de 7500 alunos, 25% dos quais são estrangeiros. É muito procurado pelos estudantes do Litoral Norte, mas são sobretudo as escolas transmontanas que aderem ao Dia Aberto.

Jornal de Notícias

Feira Medieval de Torre de Moncorvo

“Ler+ e Mais Além – Jogos Tradicionais”, a atividade que fez idosos do concelho recordar memórias

“Ler+ e Mais Além – Jogos Tradicionais”, foi a atividade proposta pelo Agrupamento de Escolas de Macedo de Cavaleiros que abrilhantou, de forma diferente, a tarde de ontem.
Abriram-se as portas da Biblioteca Municipal de Macedo a cerca de 50 idosos de várias instituições do concelho, que em conjunto com alunos do Ensino Secundário, recordaram jogos e brincadeiras tradicionais. Uma iniciativa sobre a qual, Raquel Fragoso, aluna de 11º ano, conta mais um pouco.

“Estivemos a falar sobre jogos tradicionais masculinos, visto que estas sessões já acontecem desde o ano passado, e quando cá estivemos da última vez a falar sobre jogos tradicionais, falámos apenas nos femininos, e aproveitámos esta oportunidade para continuar a apresentação sobre este assunto.

Depois, fizemos o jogo do bingo com os idosos e apresentámos uma música.” 
Ana Maria Sousa, professora de Português e Francês, refere que a transmissão de hábitos de leitura dos mais jovens aos mais idosos, torna o projeto mais dinamizador, que de ano para ano ganha moldes diferentes.

“O objetivo é divulgar a literatura portuguesa, junto das camadas mais idosas. Penso que esta interação entre os mais novos e os mais idosos, é muito profícua e interessante. No fundo, enriquece tanto os alunos como os idosos. Temos presentes, praticamente todos os lares do concelho, em anos anteriores já fizemos parceria com a Casa do Professor, em alguns cafés já declamámos poemas. Fizemos várias atividades interessantes, não só com lares de idosos, mas com várias entidades parceiras com este projeto.” 

“Ler +”, é uma iniciativa que acontece há cerca de cinco anos e que pretende alargar o gosto pela leitura a toda a população.

Escrito por ONDA LIVRE

Única carreira de tiro de Bragança para treino de polícias inoperacional há meio ano

A única carreira de tiro do distrito de Bragança para treino e avaliação das forças de segurança está inoperacional há mais de meio ano, depois de um incêndio florestal ter destruído parcialmente o equipamento.
A informação foi confirmada à Lusa pelas estruturas regionais da GNR e da PSP, que deixaram de ter na região um espaço para treino, assim como outras forças de segurança que dele usufruíam, nomeadamente o SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras), guardas prisionais e elementos da Polícia Judiciária.

A GNR é a responsável pela carreira de tiro e, contactado pela Lusa, o Comando-geral informou que "atualmente está a decorrer o procedimento de intervenção corretivo" da situação, sem indicar prazos ou mais pormenores, acrescentando que "nunca esteve em causa a instrução".

Os profissionais das forças de segurança têm, no entanto, de se deslocar a outras carreiras de tiro, nomeadamente do Ministério da Defesa, em Chaves e Vila Real, para treinar com armas, como confirmaram à Lusa os comandos distritais da GNR e da PSP de Bragança.

A carreira de tiro foi criada em 2009 para os profissionais da Administração Interna, depois de vários anos de reivindicações das polícias, que não tinham um espaço na região para treinar com armas de fogo, e chegaram a realizar os treinos e exames de certificação em camiões das respetivas entidades, preparados para o efeito.

O equipamento ficou localizado em Macedo de Cavaleiros, na freguesia de Castelãos, e foi afetado por um incêndio florestal que lavrou naquela zona em setembro de 2017 e destruiu parcialmente a estrutura, impedindo o seu uso.

Embora não tenha sido criada para esse fim, a carreira de tiro de Macedo de Cavaleiros tem servido também para as provas dos candidatos à licença de uso e porte de arma, nomeadamente para a obtenção de carta de caçador.

A inoperacionalidade da carreira de Macedo de Cavaleiros obriga a que alguns candidatos tenham de percorrer 300 quilómetros para realizarem a prova, assim como alguns profissionais das forças de segurança.

O comandante distrital da PSP de Bragança, Amândio Correia, disse à Lusa que desde setembro que os agentes não fazem treino prático.

Segundo explicou, a preocupação agora é o plano de treino para 2018 e a Polícia ainda não sabe como vai fazer, concretamente se a carreira de tiro de Macedo de Cavaleiros será reparada a tempo ou se os cerca de 180 agentes da PSP terão de se deslocar a Chaves.

O treino, de acordo ainda com o comandante, implica a deslocação de grupos de 15 elementos de cada vez, e, quanto maior for a distância, menor será o tempo disponível para a atividade operacional quotidiana.

As Relações Públicas do Comando Distrital de Bragança da GNR confirmaram à Lusa a inoperacionalidade da carreira de tiro e indicaram que a questão "já foi exposta às instâncias superiores".

De acordo ainda com a informação disponibilizada, o comando distrital aguarda indicações a esse respeito, sem saber ainda quando estará prevista a intervenção para restabelecer a operacionalidade.

A Lusa pediu esclarecimentos ao Comando-geral da GNR que, em resposta por escrito, informou "que atualmente está a decorrer o procedimento de intervenção corretivo, no intuito de suprir os danos causados pelos incêndios na carreira de tiro de Macedo de Cavaleiros".

Acrescenta que "importa ainda salientar que nunca esteve em causa a instrução a ministrar aos militares adstritos ao Comando Territorial de Bragança, estando a ser cumprido o Plano Anual de Tiro".

Agência Lusa

Douro aprova redução do teor alcoólico em vinhos do Porto correntes

A Região Demarcada do Douro aprovou hoje a redução em um grau do teor alcoólico nos vinhos do Porto correntes e do 'stock' mínimo exigido para quem quer ser comerciante deste produto.
O conselho interprofissional do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), reunido no Peso da Régua, distrito de Vila Real, aprovou uma alteração à designada taxa alcoométrica volúmica que desce para um mínimo de 18 graus em vinhos do Porto 'ruby', 'tawny', brancos e rosés correntes.

O presidente do IVDP, Manuel Cabral, disse à agência Lusa que, de acordo com a legislação atual, a regra é que o vinho do Porto tem que ter uma graduação alcoólica compreendida entre os 19 a 22 graus, com exceção para o vinho branco leve seco que pode ter graduação mínima de 16,5 graus.

Com a alteração aprovada, o teor alcoólico dos vinhos do Porto correntes poderá variar entre os 18 graus e os 22 graus, mantendo-se os 19 graus e os 22 para as categorias especiais de vinho do Porto e a exceção para o banco leve seco.

Esta proposta foi apresentada pelo comércio e contou com a abstenção da produção.

O objetivo é, segundo António Saraiva, da Associação das Empresas de Vinho do Porto (AEVP), "dar resposta à procura por parte dos consumidores que procuram vinhos mais leves".

"Nós vivemos num tempo em que os vinhos com graduações alcoólicas mais elevadas são penalizados. Foram feitos estudos e, portanto, achou-se que, fazendo esta redução, de alguma forma iria ser benéfico, sem pôr em causa a qualidade do produto e a sua longevidade", salientou.

O responsável explicou que, nas categorias especiais, se mantém a graduação alcoólica porque a decisão de alterar "ainda carece de estudos".

"O setor tem que ter os olhos abertos e perceber o que é que o consumidor pretende", frisou.

António Lencastre, dirigente da nova Casa do Douro -- Federação Renovação do Douro, referiu que o voto de abstenção da produção "reflete a dúvida em relação à repercussão" desta medida.

Sob proposta da produção, o interprofissional aprovou ainda a redução da "existência mínima permanente", ou seja, do 'stock' exigido para que um operador se possa inscrever no IVDP como comerciante de vinho do Porto.

Manuel Cabral referiu que, até agora, o 'stock' mínimo exigido era de 150 mil litros, um valor que passa a ser metade, ou seja, 75 mil litros.

"Os 150 mil litros exigidos parecem-nos um exagero, é um investimento sempre muito grande para qualquer um que queira comercializar vinho do Porto, inclusive os produtores-engarrafadores que são nossos associados sentem essa limitação", referiu António Lencastre.

Para António Saraiva, da AEVP, as empresas também veem "com bons olhos a chegada de novos operadores" e salientou que esta redução "é um incentivo a que mais gente e sangue novo entre no vinho do Porto".

As alterações aprovadas hoje para a Região Demarcada do Douro vão ser remetidas ao Governo.

Agência Lusa

Município de Carrazeda de Ansiães define prioridades para regadio

A Câmara de Carrazeda de Ansiães, no distrito de Bragança, informou hoje que espera ter pronto dentro de três meses um estudo com as prioridades para o regadio no concelho, onde a agricultura é o principal motor económico.
O município assinou hoje o contrato com a empresa que vai realizar o estudo dos locais onde poderão ser construídos açudes e uma nova barragem que garantam no futuro água para o desenvolvimento da agricultura.

O presidente da Câmara, João Gonçalves, disse à Lusa que o estudo custará 20 mil euros suportados pelo município e que é o primeiro passo para cumprir um dos objetivos para o concelho transmontano que tinha definido no programa eleitoral com que ganhou as eleições em outubro de 2017.

O autarca social-democrata explicou que se trata de "um estudo preliminar para aquilatar das necessidades mais prementes" de armazenamento de água a pensar no regadio.

O município ribeirinho dos rios Douro e Tua "é tipicamente rural e explora uma grande variedade de recursos agrícolas, onde o vinho, o azeite e a maçã constituem os produtos de maior rentabilidade económica".

O presidente da Câmara lembrou "o incremento, nos últimos anos, dos pomares de maça, com a duplicação da área", que se estendem atualmente por 700 hectares.

O plano que irá ser elaborado é apontado como "o primeiro passo que é necessário dar" para a concretização do novo projeto que "pressupõe a construção de importantes infraestruturas de armazenamento, tais como barragens e açudes, para garantir a existência de suficientes reservas de água nos períodos de escassez".

O autarca ressalvou que esta "é uma das prioridades (municipais) para a agricultura" do concelho, que espera ver potenciada pelo facto de "o regadio ser atualmente uma questão nacional".

O presidente da Câmara disse ter reunido anteriormente com várias entidades ligadas ao setor, desde associações de agricultores a organismos oficiais, para avançar com o processo.

O primeiro passo é o estudo que vai agora ser realizado e que indicará os locais para a construção das infraestruturas de armazenamento de água para o regadio.

Agência Lusa

Entidades transfronteiriças reclamam mais apoios comunitários para o turismo

Entidades transfronteiriças reclamam mais apoios comunitários destinados ao turismo, em particular a projectos de promoção das regiões raianas e de baixa densidade na Europa.
Entidades transfronteiriças reclamam mais apoios comunitários destinados ao turismo, em particular a projectos de promoção das regiões raianas e de baixa densidade na Europa.
Oito entidades transfronteiriças de várias regiões europeias estiveram ontem reunidas em Miranda do Douro e Zamora para debater uma estratégia que inclua projectos comuns, que possam ser apoiados por fundos do próximo quadro comunitário no que diz respeito ao desenvolvimento turístico em territórios de fronteira.

Para o secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoan Mao, a Europa não tem uma estratégia turística e está na altura de criar uma:
“A nossa proposta é que o fundo de cooperação investa no turismo como um dos grandes motores de desenvolvimento do turismo, nomeadamente nas regiões transfronteiriças e periféricas. E para investir no turismo tem de haver uma política de recuperação do património cultural e natural. A Europa não tem política turística e cultural, esta está escondida atrás da UNESCO. Consideramos que já é altura que a Europa invista numa política turística e cultural. Aqui é um exemplo claro de boas práticas de sucesso, na cooperação tanto no norte de Portugal com a Galiza, como com Castela. É mais uma vez demonstrou-se que esta é a fronteira mais avançada da Europa” afirmou Xoan Mao.

A comissão europeia quis saber qual a opinião destas entidades acerca do destino a dar aos fundos do próximo quadro comunitário de apoio e a resposta foi que uma das vias de desenvolvimento destas regiões passa por uma estratégia que torne as regiões de fronteira como destino turístico, sob o mote “Dois países, um destino”, como refere o autarca de Miranda do Douro, Artur Nunes:
“A ideia é promover “Dois países, um destino” que é o mote desta conferência de turismo, sendo um turismo de fronteira, esta não existe, existe um território comum entre dois países e cada vez mais focado e central” assegurou Artur Nunes.

O anfitrião desta reunião deixou ainda claro que o desenvolvimento turístico não pode ser alcançado sem infra-estruturas essenciais para a região, como ligações rodoviárias e mesmo uma aposta na ferrovia.

“Reclamamos um acesso rodoviário célere, um turista tem de passar para os dois lados, o espanhol e o português rapidamente. Reclamamos junto do governo a Auto-Estrada entre Zamora e Bragança e a ligação do IC5 a Zamora. Existe uma necessidade uma ligação ferroviária entre o Porto e Zamora” destacou o presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro. 
No encontro transfronteiriço de ontem foram analisadas no terreno as boas práticas identificadas em Zamora e Miranda do Douro em termos de valorização do território. 

Escrito por Brigantia
Olga Telo Cordeiro

A tradição regressa às ruas do centro histórico de Bragança, por ocasião da Feira das Cantarinhas e da XXXII Feira do Artesanato

De 2 a 6 de maio, cerca de 400 expositores, oriundos de todo o País, darão a conhecer aquilo que de melhor se faz ao nível de artesanato, doçaria, artigos para casa e de moda, produtos da terra, louças e as tradicionais cantarinhas em barro, entre muitos outros.
Apresentado no dia 18 de abril, o evento conta, este ano, com uma novidade, como anunciou o Presidente da Câmara Municipal de Bragança, Hernâni Dias.

“Desafiámos 11 entidades do Concelho para construírem, de forma criativa e única, uma cantarinha para exposição em espaço público, onde decorre a feira. É uma forma de envolvermos os estudantes e as IPSS”, realçou.

Animação e diversão não vão faltar ao longo dos cinco dias, com a atuação dos grupos Zíngarus Folk Rock, Vanessa Martins – Fado, Projecto Musical Ensemble Acoustic Sessions e Xeque Mate, e com a transmissão, em direto, do programa RTP – Aqui Portugal, entre as 14 e as 20 horas, do dia 5 de maio, na Praça Camões.

O desporto continua, também, associado a estes dois certames, com a realização da Corrida das Cantarinhas (6 de maio), organizada pelo Município de Bragança e pelo Ginásio Clube de Bragança e para a qual se esperam mais de 500 participantes.


As eleições da presidência do IPB realizam-se hoje e Orlando Rodrigues é o único candidato

Orlando Rodrigues é o único candidato à presidência do Instituto Politécnico de Bragança, nas eleições que se realizam hoje.
É docente na Escola Superior Agrária de Bragança há mais de 30 anos e ocupa actualmente o cargo de vice-presidente da instituição. O candidato assume que encabeça um projecto de continuidade, e em entrevista à rádio Brigantia e Jornal Nordeste, Orlando Rodrigues traça como objectivos diferenciar o IPB pela inovação pedagógica, capacidade científica e ligação às empresas:

“É um projecto de continuidade com o projecto que temos tido até aqui, que se tem baseado essencialmente numa forte capacidade científica da instituição e de uma forte internacionalização. Pretende-se continuar essa linha e procurar novas de diferenciação da instituição, sustentada nesses grandes activos que temos, sobretudo na grande capacidade científica que a instituição tem e que se distingue das outras instituições congéneres a nível nacional. Pretendemos diferenciarmos através de uma forte ligação às empresas”, defendeu Orlando Rodrigues.

Apesar dos bons resultados nos rankings, que colocam o IPB como o melhor politécnico do país há quatro anos, o docente admite que não se vai acomodar com estes indicadores e apostar no crescimento da instituição:

“A perspectiva é de crescimento e de melhoria e não pode ser de outra maneira. Não podemos considerar que se está numa boa posição e deixar que os assuntos corram. O alcance são sempre projectos novos e a ansiedade de realizar mais e melhor. Este mundo do ensino superior é muito competitivo e sensível” disse Orlando Rodrigues.

Uma das alavancas de crescimento do instituto tem sido o aumento de alunos estrangeiros. Orlando Rodrigues afirma a internacionalização será uma estratégia para continuar, no entanto, com outra perspectiva:

“Somos a instituição que em números absolutos, não só relativos, mas também absolutos que mais estudantes internacionais tem no país. E não temos muita mais manobra de crescimento, porque estamos no limite das vagas internacionais que podemos ocupar. O objectivo é atrair agora bons alunos” acrescentou.

Estes são alguns dos temas de uma entrevista que pode ouvir na íntegra hoje aqui na antena da Rádio Brigantia depois do noticiário das 5 da tarde e que pode ler na edição desta semana do Jornal Nordeste. 

As eleições para a presidência do IPB decorrem hoje e Orlando Rodrigues é o único candidato para substituir Sobrinho Teixeira. 

Escrito por Brigantia
Olga Telo Cordeiro

quarta-feira, 18 de abril de 2018

S. SALVADOR - Freguesias do Concelho de Mirandela

S. SALVADOR é uma aldeia, paróquia e também freguesia do concelho de Mirandela, donde dista 5 km para Sudeste, perto da antiga estação de Latadas, na margem esquerda do rio Tua.
A antiga freguesia era da apresentação do Reitor da Paróquia de Mirandela, passando mais tarde a Reitoria. Há quem lhe chame S. Salvador do Adro ou simplesmente S. Salvados. Tem como orago N.ª Sr.ª da Transfiguração. Foi escolhida nos princípios do século XIX para residência do Bispo de Bragança e Miranda, D. António da Veiga Cabral e Câmara, já que aquela povoação seria de "clima mais benigno" para a cura de uma ferida grave que tinha na perna. Ali acaba por morrer a 13 de Junho de 1819 com fama de Santo. E com o povo local do lado dele, pois chega a juntar se todo para matar o "mestre escola da Cathedral de Bragança, Mathias da Costa Pinto e Albuquerque", que pretendeu apoderar se do cadáver após ser maltratado o Capelão do prelado, o Padre Pedro Nolasco. Aliás, a Fonte do Bispo seria aberta com a ajuda da Bengala do referido prelado, e ganhou fama de boa para fins curativos. Já no século XVII, durante a Guerra da Restauração, o Pároco de S. Salvador, Padre Gonçalo Lopes alistara se para defender a Pátria.
A 30 de Outubro de 1902 é criada a sua escola primária, por decreto régio. No censo de 1950 tinha 391 habitantes. Nessa altura tinha, na sua área, 4 minas de ouro, arsénio e prata: Vale de Pereiro, latadas, Moinhos da Videira e Portela n.° 1. Tinha também 1 professor, 2 mercearias e 17 proprietários referenciados. Em 1960 eram 404. No de 1991 tinha 275 residentes e em 2001 eram 293, dos quais 148 eram do sexo masculino. Repare se que contraria a tendência de diminuição populacional das nossas terras do interior transmontano, aumentando 18 pessoas nos últimos 10 anos.
O facto de ficar próximo da cidade de Mirandela, com acesso melhorado, tem ajudado à fixação das pessoas e combatido a desertificação. É a agricultura o trabalho diário da maioria dos seus habitantes, com produções de vinho, azeite, batata, feijão, alguma amêndoa e frutas. Gado, pouco: apenas 6 rebanhos de cabras e de ovelhas e 2 juntas de vacas. O gado muar e os tractores são usados lado a lado, sendo muito utilizadas as carroças. Mas há também muita gente que procura seus empregos em Mirandela ou no Complexo do Cachão, indo dormir à sua aldeia.
Em 1996 ainda havia lá 2 barbeiros, 2 ferreiros, e alguns comerciantes, três cafés. Alunos da Escola Primária eram 4 do 1.° ano, 1 do 2°, 4 do 3.° e 1 do 4.°. Outros filhos da terra foram para mais longe, destacando se médicos, jornalistas, ou juizes e professores que S. Salvador tem dado ao país. Os lugares de encontro são a Rua do Cruzeiro, o Largo de S. Sebastião. Às vezes ainda jogam por lá o "cltiito" com patacos antigos.
É servida pela estrada que vai de Mirandela para a Trindade e Vilariça, tendo transportes públicos diários. É rodeada pela Serra do Prado logo à entrada, e a Serra do Mogadouro para os lados de Frechas, parecendo escondida das outras povoações e do mundo, pois só se vê de perto. Como pontos de interesse, salientamos: o Campo de Futebol, a Escola Primária, as Casas típicas de xisto, com portões largos e escadas exteriores. A Igreja Matriz com altar mor de rica Talha Dourada, de confessionários antigos, com coro e púlpito de pedra e muito bem conservada. A casa do Dr. Alves com Capela (autêntico Solar rural). A Capela de S. Sebastião, alguns pombais, a Casa Paroquial com um portal de granito, tendo em cima dois pináculos e uma cruz a meio, e com a data de 1752.

In III volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses, coordenado por Barroso da Fonte.

Manual de Botânica. Vol I: estrutura e reprodução - Autor: Carlos Aguiar

ACESSO LIVRE AQUI.
Este documento não é um livro-texto de referência e muito menos um tratado. Resume-se a uma revisão bibliográfica mais ou menos atualizada – não existem livros científicos atualizados – em torno de alguns temas chave de botânica, complementada pela minha experiência de trinta anos de ensino e investigação em agronomia e botânica.
Tem por destinatários estudantes do ensino superior, em particular todos os interessados em ecologia, ciências do ambiente, ciências agrárias e outras formações de biologia aplicada, que necessitam de apreender, num curto período de tempo, elementos fundamentais sobre a forma, a biologia reprodutiva, a evolução e a organização sistemática das plantas. Cada volume corresponde, grosso modo, aos conteúdos de uma disciplina semestral de 6 ECTS. Objeto
A organografia vegetal, morfologia vegetal (plantmorphology) ou fitomorfologia, a componente maior do Vol. I, tem por objeto a forma plantas e a sua alteração ao longo do ciclo de vida (modificações ontogénicas) ou durante o processo evolutivo (modificações filogenéticas).
A descrição de tipos celulares e tecidos, e da estrutura[1] interna dos órgãos vegetais que acompanha a descrição da morfologia das plantas concentra-se no essencial. No meu entender, os destinatários deste livro não precisam e aprofundar muito mais os seus conhecimentos de histologia e anatomia vegetais. A arquitetura de plantas, discutida na II Parte do Vol. I, é uma área especializada da morfologia vegetal raramente abordada em publicações congéneres. O Vol. I estende-se ainda por temas de reprodução vegetal e de fenologia, e pelo estudo dos ciclos de vida da plantas-terrestres, com especial ênfase na reprodução das plantas-com-semente dada a sua importância em ecologia e ciências agrárias, e para compreender a biologia evolutiva das plantas.
O Vol. II principia com uma introdução à biologia da evolução. A teoria da evolução, como refiro por mais de uma vez no texto, é a teoria fundamental que organiza toda a biologia. Julgo preocupante que profissionais, que usam a ecologia e a biologia no seu dia a dia, demonstrem um completo e persistente desconhecimento dos mecanismos básicos da evolução da vida e da especiação.
Aprendem-se, ao pormenor, a estrutura da célula e os mecanismos moleculares da hereditariedade sem interiorizar as bases do pensamento populacional e adaptativo (sensu Mayr). A agricultura como atividade humana não pode ser adequadamente compreendida sem as ferramentas conceptuais de biologia da evolução. Como escrevia o evolucionista norte-americano de origem ucraniana Theodosius Dobzhansky em 1973: “Nada em biologia faz sentido exceto à luz da evolução” (Futuyma 2005). O Vol. II contém ainda uma introdução à história evolutiva das plantas-terrestres. Pode parecer estranho que algo tão especializado e volátil seja desenvolvido num livro de botânica que se pretende aplicado. As plantas, ao longo da sua evolução, foram tanto agentes de mudança como sujeitos passivos das alterações climáticas, da composição química da atmosfera terrestre, ou dos ciclos biogeoquímicos.
Sem noções sobre evolução das plantas é impossível aprofundar estes três temas chave das ciências do ambientE (cf. Berling 2007). E o solo, tal como hoje o conhecemos, é uma criação das plantas-terrestres.
Vol. III é um livro de taxonomia. O tema é preparado com uma apresentação dos sistemas de classificação mais importantes e uma introdução à nomenclatura taxonómica.
A componente descritiva incide nos grandes grupos e nas famílias de plantas-com-semente, organizados de acordo com Christenhusz et al. (2011) e o APG IV (APG 2016). Desde a publicação do Genera Plantarum de Antoine de Jussieu, no final do séc. XVIII, que a família é a categoria taxonómica superior ao género mais utilizada na organização do mundo vegetal.
O estudo de todas estas matérias pode ter diferentes pendores. Por exemplo, pode ter uma abordagem descritiva-formal, uma perspetiva histórico-evolutiva ou insistir em aspectos funcionais. Busquei uma abordagem híbrida, tendo em mente conferir competências, como referi, a futuros profissionais de biologia aplicada.


Carlos Aguiar - Instituto Politécnico de Bragança

Mercadinho Aromático

I Volta ao Nordeste começa com um contra-relógio em Macedo de Cavaleiros

É já este sábado que o nordeste transmontano recebe a primeira edição da Volta ao Nordeste em Bicicleta.
Uma prova organizada pela Associação de Ciclismo e Cicloturismo de Bragança que começa sábado de manhã com um contra-relógio de 5 km em Macedo de Cavaleiros de onde dão depois início, na parte da tarde, a um percurso de 220 km, percorridos durante dois dias e que finaliza com a chegada a Bragança.

O trajeto contempla a passagem por seis municípios do distrito, mas no futuro a ideia é que abranja mais territórios da região, como refere o presidente da Associação de Ciclismo e Cicloturismo de Bragança, Miguel Monteiro.

“Esta ideia surgiu da Associação de Ciclismo de Bragança porque sentimos a necessidade de organizar um evento de ciclismo que abrangesse vários concelhos ao mesmo tempo. A partir deste esperamos ter mais concelhos abrangidos, mas nesta primeira edição tivemos que ter alguma contenções nas despesas.

Este evento vai servir de tubo de ensaio para depois, caso correr como esperamos, partir para uma volta mais abrangente em termos de concelhos e quem sabe com mais dias.”

A prova faz parte do calendário regional e é destinada às categorias Master, Elites e Sub 23 amadores, que vão participar em equipas excepto no contra-relógio que é individual.

No total serão cerca de 120 atletas, numa média de 10 equipas, que vêm também de outros pontos do país e até do estrangeiro.

“No total temos entre 100 a 120 atletas, que compõe mais ou menos 10 equipas. Os participantes são de vários pontos do país. A ideia inicial era de só haver a participação dos nossos associados, mas acabamos por receber também equipas de Fafe, uma de Aveiro, da Trofa, do Sabugal e ainda uma equipa espanhola.

Se entretanto não houver outra prova na região com dimensão igual ou superior a esta, podemos dizer que é a maior aposta da Associação de Ciclismo.”

A prova contempla três etapas. A primeira, com uma extensão de 60 km, parte de Macedo às 15h30 de sábado em direção a Sambade, depois Alfândega da Fé, Estevais, finalizando em Torre de Moncorvo.

A segunda, já no domingo, parte de Moncorvo para Carvalhal, Carviçais, Castelo Branco, Zeda e termina com a chegada a Mogadouro.

A terceira e última etapa parte de Vimioso às 16h, de onde segue para Carção, Argozelo, Outeiro, Milhão, Gimonde, acabando na cidade de Bragança onde se irá consagrar o camisola amarela.

Escrito por ONDA LIVRE

Mirandela vai acolher uma das 4 Unidades de Ataque Ampliado do GIPS

Mirandela vai acolher uma Unidade de Ataque Ampliado do GIPS – Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro – que vai instalar 76 militares da GNR na residência do Centro de Formação Profissional, da Quinta do Valongo.
Isso mesmo foi confirmado, na passada segunda-feira, pelo Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, no final da reunião da Comissão Nacional de Proteção Civil, que aprovou a Diretiva Operacional Nacional que estabelece o dispositivo de combate a incêndios para 2018:

“Vamos atingir 1500 bombeiros voluntários apoiados pela PROCIV.

Uma participação reforçada da estrutura dos bombeiros e também dos GIPS da Guarda Nacional Republicana que, em articulação com a força especial de bombeiros da Autoridade Nacional de Proteção Civil, estarão presentes em todo o território nacional.

Teremos, além disso, Unidades de Ataque Ampliado que terão as suas bases em Mirandela, Viseu, Aveiro e Loulé, estruturas estas que vão permitir apoio aéreo.

Teremos condições para uma intervenção, quer no ataque inicial quer no ampliado, que ficam assim reforçadas por parte das estruturas dos GIPS da GNR.”

A presidente do Município de Mirandela congratula-se com a decisão de instalar no concelho esta base do GIPS da GNR, que, ressalva Júlia Rodrigues, é o resultado de uma vontade manifestada pelo executivo socialista que teve várias reuniões de trabalho:

“A autarquia fez esforços para instalar uma unidade ampliada do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) que vão instalar em Mirandela 76 militares da GNR.

Portanto, foi uma boa notícia, resultado de um trabalho que considero ter sido consistente, com várias reuniões de trabalho que aconteceram com o intuito de criamos boas condições para acolher os militares e também fazer com que Mirandela fique no centro destas unidades.”

Apesar das instalações da Quinta do Valongo pertencerem ao Ministério da Agricultura e por considerar este serviço de grande importância, a autarquia compromete-se a reabilitar e adaptar a infraestrutura para alojar todos os militares, assegurando todo o conforto necessário.
Júlia Rodrigues diz que as obras devem estar prontas durante o mês de maio para receber os 76 militares da GNR:

“A Câmara Municipal está empenhada em criar de todas as condições, quer para a reinstalação dos trabalhadores da direção regional que estão, neste momento, no edifício do centro de formação profissional da Quinta do Valongo, quer para instalação destes militares da GNR.

A intervenção será rápida, vai ser efetuada durante o mês de maio para que eles se possam instalarem o quanto antes para cumprirem as suas funções. A câmara fará as obras que forem necessárias.”

Mirandela vai acolher uma das quatro bases do país, com unidades de ataque ampliado, onde vão estar 76 militares do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro da GNR. As restantes três bases vão ficar sedadas em Viseu, Aveiro e Loulé.

Foto: Guarda Nacional Republicana
INFORMAÇÃO CIR (Terra Quente FM)

Saída de campo “Plantas comestíveis e cogumelos de Primavera”

A 29 de Abril, a Associação ALDEIA organiza em Campo de Víboras (Vimioso) uma saída de campo para mostrar a diversidade de plantas comestíveis e de cogumelos de Primavera.
Este encontro pretende lançar as bases na identificação de macrofungos e plantas que podem ser usadas na nossa alimentação e proporcionar o usufruto das saídas de campo na Primavera em paisagens de excelência do Nordeste Transmontano.

Na saída estarão presentes pessoas experientes nas áreas da Micologia e da Botânica, com um grande sentido de partilha do conhecimento, pelo que será uma excelente oportunidade de aprendizagem e contacto, tanto para participantes iniciados ou mais experientes nas matérias.

Programa:
09h30 – Encontro dos participantes em Campo de Víboras – Vimioso (Local: junto à Igreja Matriz)

10h00 – Saída de campo para recolha de plantas comestíveis e cogumelos silvestres; Percurso pedestre de baixa/média dificuldade

12h30 – Almoço (merenda no campo – da responsabilidade do participante)

14h00 – Continuação da saída de campo para recolha de plantas comestíveis e cogumelos silvestres

16h00 – Separação, classificação e exposição do material botânico e micológico recolhido;

17h30 – Encerramento da actividade

Nota: A saída de campo está sujeita a alterações em função das condições meteorológicas.

Inscrições:
Sócios da ALDEIA: 15 euros. (A inscrição como sócio deve ser feita em simultâneo com o pagamento da inscrição na actividade).

Projecto Biblioteca U S R M

Universidade Sénior de Rotary Mirandela
Preencha um espaço vago na estante da nossa Biblioteca

Estamos a recolher livros novos ou usados de qualquer temática para encher as estantes da futura Biblioteca da Universidade Sénior Rotary Mirandela.
Se tem em casa, livros que já não lê, nós damos-lhe uso. Traga-os até nós e não os deite fora. Temos planos para a reutilização deles como património da nossa Universidade Sénior. 
Durante algumas semanas vão estar
disponíveis contentores, devidamente identificados, nos locais abaixo indicados onde pode depositar todos os exemplares que já não lê; os que têm que dar o lugar a outros e que ia deitar fora porque já não há lugar no sótão… 
Os seniores agradecem!

Pontos de recolha:
-Portarias de entrada na loja Pingo Doce - Mirandela
-Portarias de entrada na loja Intermarché - Mirandela
-Átrio de entrada do Centro Cívico de Mirandela - Rua da República, 209 
Não está em Mirandela - ou não é de Mirandela - mas tem livros que quer oferecer-nos e não sabe como o fazer? Contacte-nos pelos números:
278 098 792 – 917 130 813 – 916 113 591 – 963 791 680
usrmirandela@gmail.com