sábado, 30 de setembro de 2017

Recentemente aberto ao público o novo espaço localizado em Mirandela conta já com dois mil visitantes

As Barraquinhas das Festas

Era um verão tórrido como eram todos os verões em Bragança.
No final da tarde de sexta-feira, já tínhamos ido ao Cazão comprar cinco “croas” de chumbo alemão. Não, não eram para atirar aos pardais. Já vos conto para que eram os chumbos. Cinco “croas” já era uma caixinha de metal cheia deles.
A tarde de sábado tinha sido passada no fervença, para os lados da presa de baixo. Uns escalos e umas bogas já estavam no saco plástico. Cacifros não havia, não eram para as nossas posses. Uns banhos no rio de leito limpo e de águas claras. Umas “peladinhas” no lameiro seguidas de mais uns mergulhos e de uma secagem rápida ao sol intenso. Não havia bronzeadores. Uns mergulhos a seguir aos outros, lá iam atenuando a caloraça.
O pecúlio angariado nas obras, a fazer e a acartar a massa para os andaimes das obras, trabalho pago a 7$50 ao dia, garantia-nos, ao fim-de-semana, alguma manobra apesar da fatia que ia redondinha para as mãos das nossas mães.
Sábado à noite, depois de jantarmos, era altura de irmos até “à cidade”.
Era agosto, eram as férias grandes, eram as festas da cidade e a “terra dos sonhos” estava instalada, inteirinha, nas imediações da vetusta Taça na Praça Cavaleiro de Ferreira.
- Trouxestes os chumbos?
- Tenho-os aqui no bolso.
Depois de passar o Liceu e descer a Boavista, o caminho era feito pela linha do comboio a partir da casa do Januário.
Era tudo escuro como bréu. A iluminação pública era quase inexistente. Também pouca falta fazia. Conhecíamos todos os palmos de terra do caminho.
As luzes dos carrinhos de choque e a música da pista apressavam-nos os passos.
Tínhamos acabado de chegar à “terra encantada”.
O primeiro brilho nos olhos aparecia junto da pista dos carros de choque. Ainda não era a hora de dar uma ou duas voltas. Mais tarde as voltas iam durar mais tempo porque haveria menos gente, menos clientes.
À direita, junto à Caixa de Previdência, estavam instaladas as cadeirinhas. Para além de serem mais caras que os outros divertimentos, 1$00 cada volta, eram igualmente perigosas para garotos como nós.
À esquerda e no correr da linha estava o nosso primeiro destino. As barracas dos tiros.
O chumbo alemão, era muito mais compacto que o chumbo nacional, que era o que vendiam nas barracas para municiar as armas de pressão.
O chumbo alemão tinha uma configuração…assim tipo o “volante/pena” do badminton. Mais duro e com a ponta arredondada. Para o introduzirmos no cano da espingarda tínhamos que lhe dar umas mordidelas primeiro.
O chumbo nacional era frágil, parecia uma pequena cápsula de ponta afiada e que até com os dedos conseguíamos esmagar.
Está escolhido o primeiro alvo.
- Aquele porta-chaves, o que tem o Índio.
Todos tínhamos alguma, ou até muito boa, pontaria. Era praticamente indiferente qual de nós atiraria ao alvo. Bem sabíamos que as miras estavam desafinadas. Com o primeiro tiro, por norma pouco eficiente, ficávamos a saber para que lado dar o “desconto”.
- Dê-me 5 chumbos. Era uma “croa” cada um.
A partir do segundo chumbo…caiam sempre ao chão quando iam entrar no cano. Quando o chumbo regressava para ser introduzido no cano, já era o chumbo alemão que, conforme planeado, tinha sido trocado pelo nacional. Era “cada sachada sua minhoca”. Havia que disfarçar o caso e ir dar uma volta antes de ir um outro escolher novo alvo.
Mesmo em frente estava a máquina do algodão doce. Que confusão nos fazia ver enrolar-se no pauzinho, e com tanta velocidade, o algodão tão docinho e que regalava ao desfazer-se na boca e ao colar-se aos lábios.
Na barraca dos matraquilhos, a música era “Ma Belle Amie, dos Tee Set”.
- Há dois pr´a dois ao perde paga?
Havia sempre nem que tivéssemos que esperar um bocadinho para que uma mesa vagasse. Se aparecessem mais amigos...jogávamos ao "bóta fora".
Umas vezes ganhávamos, outras perdíamos. Umas vezes trazíamos mais óleo nas mãos do que o que deixávamos nos varões…outras não.
Havia gente por todos os lados, famílias inteiras, velhos e novos, avós e netos. Vida, alegria, movimento…e sonhos, muitos sonhos.
Em frente ao tribunal, numa tenda montada para o efeito, ia começar a apresentação do homem mais alto do mundo e a do mais baixo. Não era divertimento que me atraísse e a entrada não era barata.
Eis então que surge uma amiga do bairro acompanhada pela  empregada doméstica.
- Queres vir connosco? Perguntou-me a criada.
Envergonhado, corado, não consegui dizer que não. Éramos pouco mais que crianças e eu tinha um "fraquito" qualquer pela amiga do bairro.
Entrámos. Quando apareceram no palco os protagonistas, o homem mais alto era um africano muito alto mesmo, ela assustou-se. Cobriu o rosto com as duas mãos e num gesto mecânico, encostou a cabeça ao meu ombro para não ver. O vermelhão do meu rosto e a minha aflição deve ter sido bem maior que o susto dela…
Duas corridas para ir ter com os outros que ainda estavam a jogar matrecos.
- Esperai aqui por mim que vou às setas tirar uma laranjada.
Uma coisa que sempre me pareceu tão fácil e que a prática sempre provou o contrário. Tanta carta num espaço tão exíguo e o raio das setas teimavam em acertar ao lado.
Cada seta era uma “croa”. Com três setas, lá consegui tirar uma laranjada. Com as três “croas” tinha comprado duas…
Que bem sabiam as laranjadas. Sempre geladinhas e doces.
Era hora de irmos até aos carrinhos.
Duas voltas já duravam tanto tempo como cinco umas horas antes. A “buzina” que anunciava “nova corrida nova viagem que vamos realizar” demorava o dobro do tempo a fazer-se ouvir.
Lata contra lata, velocidade estonteante e lá íamos, como loucos, a tentar embater contra os carrinhos que transportavam as raparigas. “Não nos responsabilizamos pelos danos físicos que possam ocorrer no interior da pista”… Admirava a destreza com que os funcionários se movimentavam pelo meio da pista, com os carros em andamento, e  se agarravam aos carrinhos para recolher as fichas.
- Vamos até ao jardim ver se ainda há alguma coisa?
- Vamos!
A partir da Praça da Sé já se ouvia o som do Bingo do G.D.B.
“Vamos fazer a última a encher. O prémio vai todo para o contemplado”.
Corda aos sapatos para chegarmos a tempo.
Lembra-me dos olhares de soslaio dos que estariam a jogar há mais tempo. O que estariam a pensar? Era fácil adivinhar. Vêm agora estes marmanjos e há-de ser para eles. O prémio, se vendessem muitos cartões, seria certamente superior ao ordenado de uma semana nas obras.
Mas não, não era dia.
O regresso a casa era pelo mesmo trajeto. Podíamos regressar pelo Loreto acima mas era conveniente darmos uma olhadela aos locais por onde andou gente. Cindo “croas” no chão, ou quem sabe, até uma nota de 20, seriam bem-vindas.
Também não, não era o nosso dia de sorte.
Casa e cama que se faz tarde.
No dia seguinte, era obrigatório ir à missa das onze à Sé. Ou pelo menos, perguntar a alguém no fim da missa…como estava vestido o padre.


Dedico esta memória aos meus amigos de infância e principalmente aos que se reveem no episódio.
2017-09-30
HM

Trabalhadores da Santa Casa da Misericórdia de Mirandela protestam condições de trabalho

Os trabalhadores da Santa Casa da Misericórdia de Mirandela saíram às ruas para denunciar publicamente os problemas existentes na instituição.
Apelam ao apoio e solidariedade da população e acusam a Santa Casa de falta de respeito e incumprimentos do contrato coletivo de trabalho.


CCDRN tem 16 vagas para técnicos superiores

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte está a recrutar técnicos superiores com formação em diversas áreas.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, serviço integrado no Ministro do Planeamento e das Infraestruturas e tutelado em conjunto pelo Ministro do Ambiente, é uma instituição pública cuja atuação visa o desenvolvimento integrado e sustentável do Norte de Portugal, contribuindo para a competitividade e coesão do território nacional.

Atualmente encontra-se a recrutar técnicos superiores para o preenchimento de 10 vagas em várias cidades da zona norte do país. As vagas distribuem-se da seguinte maneira:

Porto – 4 vagas – licenciatura em economia ou gestão
Porto – 1 vaga – licenciatura em ciências da comunicação ou comunicação social
Porto – 1 vaga – licenciatura em relações internacionais
Porto – 3 vagas – licenciatura em geografia, engenharia ambiente /química/florestal/agronómica/zootécnica, Ecologia, arquitetura
Vila Real – 1 vaga – licenciatura em geografia, engenharia ambiente/química/florestal/agronómica/zootécnica, Ecologia, arquitetura
Bragança – 1 vaga – licenciatura em engenharia civil, engenharia química ou engenharia eletrotécnica
Braga – 1 vaga – licenciatura em engenharia civil, engenharia química ou engenharia electrotécnica
Porto – 1 vaga – licenciatura em engenharia civil
Vila Real – 1 vaga – licenciatura em economia
Porto – 2 vagas – licenciatura em direito
MAIS INFORMAÇÕES AQUI.

"A Louca"

Por: Paula Freire
(colaboradora do Memórias...e outras coisas...)
A louca, quem é?
Dizem os de mais idade
que é mais velha
do que as seculares árvores do bosque!
Mas quem é, ninguém sabe.
Dizem, aqueles que a vêm passar
com os cabelos
desgrenhados ao vento,
que foi formosa
e teve filhos;
que homens a adoraram,
que mulheres a invejaram
e que a amaldiçoou o destino.

Dizem, aqueles que a vêm passar
bramindo as desventuras 
da sua errante vida,
que a sorte lhe faltou
e a morte lhe levou
aqueles que mais amava,
que as mágoas a cegaram
e o coração lhe fecharam.

Dizem, aqueles que a vêm passar
com os farrapos a arrastar
a imundície terrena,
que no mundo ela vive
desconhecendo dor ou saudade,
que os loucos não têm 
coração nem maldade,
que os loucos não crêem
nos sorrisos do Demo
nem na ira do Senhor, 
que os loucos não temem
o punhal da verdade.

Digo eu,
que descortino um secreto riso
naqueles lábios de defunto,
que a loucura é triste
mas a felicidade é dos loucos;
porque aquela louca
vive as loucuras
que os outros sonham.
Porque aquela louca
vive sem decoro
as vergonhas que os outros sentem.

Porque aquela louca
percorre as distâncias
que o mundo abandonou,
acalenta as esperanças
que o mundo matou.

A louca, quem é?
Ninguém o sabe,
nem mesmo a pobre infeliz.
Mas dizem os de mais idade
que ela ainda vive!
Pois eu digo também:
que a louca
é o salto no desconhecido
do espaço infinito
que o Deus vivente criou;
que a louca
é a imagem imortal
da face oculta do Homem
no outro lado do Espelho,
que a humanidade negou.

Paula Freire- Psicologia de formação, fotografia e arte de coração.
Com o pensamento no papel, segue as palavras de Alberto Caeiro, 'a espantosa realidade das coisas é a minha descoberta de todos os dias'.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Sérgio Godinho - "Benvindo Sr. Presidente"

Em Democracia, somos livres e donos do nosso destino...!

“Vamos todos ajudar a Leonor”

“Vamos todos ajudar a Leonor”. Este é o nome da iniciativa que está a decorrer para encontrar uma medula óssea para esta criança.
Amanhã, em Alfândega da Fé das 9h às 13h no centro cultural, pede-se a comparência de todos aqueles que tenham disponibilidade para ajudar.

Quem puder ser dador de medula óssea pode ainda dirigir-se a qualquer um dos centros de recolha do país para ajudar.

Bragança – Carta de Trator (CATEGORIA II E III)

Formação Modular Certificada Gratuita para Ativos empregados!!
Local da Formação: Bragança
Formação em Horário Misto
Data Limite da Inscrição: 06 de outubro de 2017
Data de Execução: 30 de outubro de 2017



Contactos: 
- Email: geral@regibio.com
- Telefone: 273 329 001

Cumpriu-se a Trilogia de Bragança

Por: Fernando Calado
(colaborador do "Memórias...e outras coisas...")
Foram três longos anos a pensar Bragança, as suas gentes, os seus costumes, a sua história, passeando nostalgicamente por uma Bragança antiga, com ruas e becos que já não existem, ou se modernizaram.
Em maio de 2015 saiu o meu primeiro romance intitulado: “O Milagre de Bragança” é uma história de judeus antigos, cristãos novos que contribuíram para o desenvolvimento de Bragança e para o milagre da sede que trouxe riqueza e fama a uma pequena cidade perdida entre montes e o devir da História. É um romance em que se revisitam os hábitos, costumes, crenças e preconceitos duma cidade antiquíssima, o colégio dos jesuítas e as memórias do velho Liceu Nacional de Bragança, com a sua academia e as suas imortais comemorações do 1º de dezembro. “Coimbra em miniatura”.
Em maio de 2016 saiu o contraponto a este primeiro romance: “Quando as mães saíram à rua” que desvela um outro lado de Bragança, mais sombrio, onde se evidencia a longa noite bragançana e se revisita o tão falado caso das “Mães de Bragança”, ou melhor dizendo, o caso de algumas, poucas, esposas de Bragança a quem a revista Time deu voz excessiva e universal.
E finalmente em maio de 2017 e por sugestão do presidente da Câmara de Bragança, Hernâni Dias saiu o romance: “Pão Centeio”. O autarca bragançano sugeriu que depois de dois livros onde a narrativa perpassa pela cidade de Bragança, seria interessante um último romance, fechando a trilogia, sobre a problemática do meio rural do nordeste. E assim foi. O título “Pão Centeio” é justificado por uma personagem do livro: “Ao escritor do futuro exorto que o livro se intitule “Pão centeio”, em memória do pão, cozido no forno de lenha e que matou a fome a tanta gente que procurou a taberna no fim da caminhada. Em memória do pão centeio que ajudou a criar tantos transmontanos, tão valentes, sábios, santos e honrados.”
A narrativa deste romance assenta em três personagens principais. Um pedinte que percorreu todas as aldeias de Bragança, conhecedor do mundo e da vida. Carregava consigo uma estranha loucura e uma lucidez quase profética que assustava, visionando a desumanização e a desertificação das aldeias transmontanas, para logo acrescentar: “O Nordeste tem futuro, por favor não desistam. Não deixem morrer as aldeias tão bonitas da nossa terra. Lembrem-se sempre da Fénix que renasce das cinzas”. Este pedinte misterioso tinha fama de ter sido capitão-de-fragata que enlouqueceu depois dum trágico naufrágio em alto mar, com centenas de mortos. Fez-se ao mundo como pedinte nómada.
Uma outra personagem é um sargento aposentado que regressou à aldeia depois de ter feito a guerra da Índia, de Angola, de Moçambique e da Guiné. Convive com o capitão, entre memórias, mortos de guerra e o princípio da desertificação do nordeste. Dois homens estranhos que carregavam consigo medos antiquíssimos de guerras infindas. Os militares morriam na guerra. E a emigração despovoava as aldeias. Aconteceu o 25 de abril, vieram os “retornados”. O país mudou mas a desertificação das aldeias transmontanas continua e o Poder Central “a assobiar para o lado” como se este drama da morte anunciada do meio rural não existisse. Mas o capitão, todos os dias, ao alvorecer, manda ao sargento formar a 1ª Companhia dos sonhos para que o sonho ainda seja possível.
A terceira personagem é um engenheiro civil que regressa de Angola depois da independência. Filho do taberneiro da aldeia e que se cruza com o capitão e o sargento e vai recolhendo para memória futura o devir da aldeia ao longo do ano: “Capitão, agora não pode ir, tem que me contar todas as memórias da taberna, o que se comia, quem chegava, o que as pessoas faziam à roda do ano! Tem que me contar tudo, Capitão! Já comecei a escrever o nosso livro.”
E assim se fecha um longo trabalho de três anos. A humílima trilogia de Bragança que eu fui capaz de escrever, aqui fica para que os vindouros não se esqueçam. Foram muitos dias, muitas noites pensando Bragança e as suas gentes. Mas valeu a pena. O Nordeste vale a pena.


Fernando Calado nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança. 

Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”. 

Há novas leis para o Cartão de Cidadão já a partir de outubro

A partir do próximo domingo entram em vigor novas leis para a emissão e renovação do cartão de cidadão.
Segundo a portaria publicada em Diário da República, quem tem mais de 25 anos passa a renovar o cartão de 10 em 10 anos.

Mas as taxas também estão mais altas. Se antes pagava 15€ para renovar o documento de identificação, agora vai passar a despender de 18€.

E as novidades não ficam por aqui. A lei prevê ainda reduções, isenções e até mesmo a gratuitidade em caso de insuficiência económica e internamento em instituição pública de assistência social.

Agora o pedido de renovação do cartão de cidadão vai poder ainda ser feito via electrónica, através do Portal do Cidadão, disponível só para quem tiver mais de 25 anos.

Quem optar por este método beneficia de um desconto de 10 % do valor a pagar.

Para os menos de 25 anos, continuam a vigorar as leis anteriores.

A Onda Livre saiu à rua para saber se os Macedenses já conhecem as novas regras.

“É bom. Assim já não temos que o renovar de 5 em 5 anos. Para as pessoas mais pobres é bom pois podem não ter possibilidade de pagar pelo cartão.

Ainda não sabia. Mas acho que está cada vez melhor para os mais pobres. Está bem assim.

Já sabia. Acho que é boa ideia ter maior prazo até porque antigamente, ainda quando era Cartão de Identidade, o prazo era maior.

Acho uma boa ideia ter maior prazo e a gratuitidade para os mais pobres é uma óptima iniciativa.”
O Cartão de Cidadão a ser alvo de novas leis, que entram em vigor já a partir do início do próximo mês.

Escrito por ONDA LIVRE

Centro Ciência Viva de Bragança comemora hoje a Noite Europeia dos Investigadores

Esta sexta-feira comemora-se a Noite Europeia dos Investigadores e Bragança é uma das em 18 localidades que em todo o país aderem à iniciativa.
A partir das 21 horas a ciência sai à rua para uma comemoração que aproxima o cidadão dos investigadores. Ivone Fachada, do Centro de Ciência Viva de Bragança explica que o programa terá vários workshops científicos, actividades laboratoriais e apresentação de projectos tecnológicos inovadores.

“O tema geral são os recursos naturais endógenos e o que nós queremos focalizar é a investigação aplicada que é desenvolvida no Instituto Politécnico de Bragança. Vamos ter workshops sobre alimentação saudável e outro sobre tomilho, jogos didácticos, vamos também ter uma parte de degustação de azeite”, descreveu a responsável.

Os curiosos dos 8 aos 80 terão à sua espera no Centro de Ciência Viva de Bragança estas e outras iniciativas para pôr as mãos na massa, a oportunidade de conversar com investigadores e descobrir desafios que o futuro reserva.

Quem for hoje até ao centro de ciência Viva poderá participar num convívio descontraído com os investigadores do Instituto Politécnico de Bragança, com várias actividades a decorrer em simultâneo. Uma forma de aproximar os cidadãos da comunidade científica.

A entrada para a Noite Europeia dos Investigadores é livre, tal como ao longo de todo o dia no Centro de Ciência Viva e na Casa da Seda. 

Escrito por Brigantia

IPB mantém crescimento de colocações na 2.ª fase e prevê bater recorde de alunos este ano

Ficaram colocados 476 alunos no Instituto Politécnico de Bragança na segunda fase do Concurso Nacional de Acesso.
Depois de ter sido a instituição de ensino superior que mais cresceu na primeira fase em relação ao ano lectivo anterior, o IPB manteve a tendência de crescimento, com mais 15 por cento de entradas nas segundas colocações em relação à mesma fase do ano passado. São números que deixam satisfeito o presidente do Politécnico, Sobrinho Teixeira, que espera que este ano seja batido o recorde de alunos no IPB, ultrapassando os 7500 alunos.

“Já tínhamos crescido cerca de 35% na primeira fase e na segunda registámos também um crescimento face à mesma fase do ano passado de 15%, estamos muito satisfeitos porque no global o instituto teve um crescimento acentuado em relação ao ano passado, temos cerca de 270 alunos mais do que no conjunto das duas fases do ano lectivo que passou”, referiu.

Apesar deste optimismo de Sobrinho Teixeira, alguns cursos não tiveram qualquer candidato nas duas fases de acesso, como nos casos de engenharia de energias renováveis e agronómica, havendo outros com poucas vagas ocupadas. No entanto, o presidente do politécnico não se mostra preocupado com a situação:

“A perspectiva é de um bom crescimento do IPB, para além da terceira fase, temos também boas expectativas relativamente aos alunos internacionais e provenientes dos cursos profissionais”, frisou.

As inscrições para os colocados na segunda fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior terminam na próxima segunda-feira. A terceira fase decorre ente os dias próximos dias 5 e 9, sendo conhecidos os resultados oficiais a 13 de Outubro. 

Escrito por Brigantia

Já sabe o seu número de eleitor e onde vota?

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

A Assunção de N. Senhora, na Póvoa de Varzim

Por Humberto Pinho da Silva
(colaborador do Memórias...e outras coisas)
Numa tarde quente, sem nortada poveira, estava eu, na Avenida dos Banhos, a ver o préstito de Nossa Senhora da Assunção, quando, de repente, surgem duas ambulâncias, que pararam quase diante de meus olhos.
Confusão entre os figurantes, que desfilavam, e ente os fiéis e curiosos que assistiam.
Uns, queriam passar. Outros, protestavam: “ Falta de respeito com as autoridades religiosas e civis!...”
Exaltaram-se as partes. Então, mulher rechonchuda, gorda como texugo, que saboreava colossal sorvete, de quatro ou cinco bolas, começou a protestar: “ Sou doente… e não posso estar parada! …”
Obtemperou outra: “ - Se é doente, volte para trás e sente-se. Atravessar a rua é que não! …”
Mas ela queria avançar, tentando “ atropelar” a banda, que marcava passo, ao ritmo da música.
Homem esguio, de cabelo grisalho, que presenciava a triste cena, num aparte, a meia-voz disse: “ Onde não há polícia, há desordem! …”
E eu, que estava encostado à ombreira de porta de loja comercial, logo recordei o lamento de velhinha, que permanecia no ponto de paragem, de Heitor Penteado (Avenida paulista,) que, quase chorosa, dizia-me:
- “ Já passaram três ônibus (autocarros) e nenhum parou! Como sou velha, não me respeitam! …”
Estamos a passar por enorme crise de autoridade. Ninguém se respeita; nem se dá ao respeito.
Dizia-se, no século XX, que: quando o povo fosse educado (leia-se instruído,) haveria: Paz, Concórdia e Respeito:
Paz: não a encontro em nenhuma parte, nem no coração dos homens! …
Concórdia: há muito que desapareceu. Cada qual quer impor seu parecer, e quando não encontra argumentos, utiliza a força.
Respeito: deixou de existir, há muito: A criança, que outrora, tratava os pais por senhor, e pedia-lhes a bênção, fala-lhes, agora, do mesmo jeito, como lida com colegas; e muita sorte há, se não “ vomita” termos depreciativos e ofensivos! …
Também, poucos sabem fazerem-se respeitar. Parecem crianças, com gestos de garoto.
Não admira, portanto, que a classe politica – que em tempos áureos eram homens de respeito, estadistas justos e competentes, – se comportem, agora, como meninos de escola: acusando-se mutuamente; baixando a linguagem, a antigos saleiros portuenses, que primavam pelas calinadas e linguarejar torpe.
Não pode haver progresso nem ordem, nos países, onde quem manda não é a lei, nem a autoridade, mas: quem brada mais duro; quem insulta; quem, por astúcia: engana e ludibria o próximo.
É o fim da Civilização Ocidental. Da civilização, como a concebemos: assente na democracia e liberdade.
E sem respeito e valores, estamos à mercê de qualquer “ libertador”; a sucumbir, como sucumbiu, a orgulhosa e poderosa Roma.


Humberto Pinho da Silva nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG”. e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".

Património de Zeive merecia mais atenção

A população do Zeive, no concelho de Bragança, anda descontente com o estado de abandono em que se encontra o moinho e o lavadouro comunitários.
O moinho mal se vê de tanto arbusto em sua volta  e o lavadouro também já viveu melhores dias.
Preservar o património é salvar e recuperar a memória do passado mesmo que não seja utilizado.

in:mdb.pt

Grupo hoteleiro promete iniciar obras na Torralta em outubro

A cadeia de Hotéis Premium vai recuperar o edifício da antiga Torralta, em Bragança, para criar uma unidade moderna nesta cidade, anunciou uma fonte daquela empresa.
As obras, que devem iniciar-se já em outubro, incluem a recuperação e reconversão do antigo cineteatro, que foi completamente destruído por um incêndio em março de 2016, que passará a dispor de salas multifunções, com capacidade para 600 pessoas, para a realização de congressos, seminários e eventos de média e grande dimensão.
O antigo Hotel de S. José vai sofrer obras de remodelação, requalificação e ampliação para criar o Premium Bragança-Business &SPA, que passará a ter a qualificação de quatro estrelas.
Hotel São José construído em 1970 encontra-se em avançado estado de degradação e nos últimos meses a situação piorou porque ali deflagraram diversos incêndios.

Glória Lopes
in:mdb.pt

Depois de irmos votar, temos Domingo Desportivo na TASKA

Oficina de Artes “Intervenções Populares n'Arte Contemporânea” realizou-se a par da exposição das obras criadas durante a Festa da Cereja

Mirandela assinalou a Semana Europeia do Desporto oferecendo ao público a possibilidade de experimentar várias das modalidades existentes na cidade

Concurso de Pesca das Vindimas

O Amolador e o Empalhador

Mó ou Rebolo é uma pedra redonda que gira sobre um eixo central e serve para afiar (amolar) instrumentos de corte ou de perfuração. A palavra “amolar” significa precisamente “afiar no rebolo”. Da palavra “amolar” provém a designação “amolador”, ou seja, aquele que amola, aquele que afia – profissão antiga, ainda hoje existente através de alguns resistentes na arte de amolar.
– Tem cuidado qu’inda t’amolas…!
É verdade! Também o amolador nas suas derivas entre aldeias e vilas chegava ao largo do sr. Albertim, naquela época áurea, em frente ao seu estabelecimento onde tudo se passava.
Vindo da serra, rua do Outeiro abaixo, fazia anunciar-se o amolador de facas e tesouras através do som da gaita de amolador, seguido pelo burrico que lhe servia de companhia e transporte de alguns bens. Trazia a sua geringonça, instrumento artesanal complexo para o seu trabalho, roda a percorrer os caminhos sinuosos e intermináveis de terra e calçadas até ao aparecimento de um qualquer cliente. Logo ali, no mesmo lugar, a roda mudava de posição, sustinha-se no chão e a amolação acontecia com rapidez e eficácia.
Lá vinha também o empalhador – o que empalhava principalmente garrafões, tudo perfeitinho a começar da base até ao gargalo, sem que se descorassem asas. Uma larga bacia com água servia para amolecer o vime – o junco com que se fabricam cestos. O cesteiro executava com esmero e ainda hoje constrói essas obras artesanais em verga. Do mesmo modo, o vime era utilizado para revestir os garrafões e assim, normalmente, o empalhador era também cesteiro.
Talvez por caminhos diferentes, lá se iam embora os dois com mais uns troquitos nos bolsos, na certeza de que viriam no ano seguinte, amolando-se mais uma vez facas e tesouras e empalhando-se outros garrafões.

Por: A. Fernando Vilela
in:atelier.arteazul.net

Autarca de Alfândega da Fé é alvo de queixa por alegado favorecimento em negócio

Grupo de cidadãos alfandeguenses acusa Berta Nunes, autarca de Alfândega da Fé de alegado crime de favorecimento em negócios, mas também alterações a um contrato de concessão​, que envolve um empreendimento turístico.
Em causa está o aluguer de cinco apartamentos que estão desde novembro de 2015 a ser explorados por um valor de 350 euros mensais e uma loja turística, adjudicada desde janeiro a outra pessoa, por 100 euros/mês.

A soma da renda das seis infra-estruturas perfaz um total de 450 euros mensais para as contas do município.​

Segundo uma denúncia anónima enviada ao Tribunal Judicial de Macedo de Cavaleiros e à qual a Onda Livre teve acesso​, Berta Nunes terá adjudicado recentemente os seis empreendimentos pelo valor de 150 euros mensais, por um período de 15 anos, à mesma pessoa a quem tinha sido atribuída a exploração dos cinco apartamentos​.

​Feitas as contas, o município de Alfândega da Fé fica com ​um prejuízo de 300 euros.

​Contactada pela Onda Livre, Berta Nunes desconhece a existência do inquérito de investigação e diz que se​ trata de uma forma de lançar um boato em véspera de eleições.

“Nego ter conhecimento desse inquérito, nego que qualquer um dos vereadores tenha sido inquirido, pelo menos os do executivo não foram, quanto aos da oposição não tenho conhecimento, por isso, não posso saber se existe alguma investigação. Até pode existir visto que fomos alvo de várias acusações são longo dos oito anos mas todas elas acabaram por ser arquivadas e muitas delas também eram anónimas.

Agora que queiram lançar um boato ou problema em véspera de eleições que, na minha opinião, não têm qualquer fundamento pois eu nunca tomei decisões individuais sem informação jurídica e é em reunião de câmara que as decisões são tomadas.

Por isso, estou completamente à vontade e não estou a perceber porque é que surge agora esta situação a não ser que seja, precisamente, para tirar dividendos políticos.”
Na queixa apresentada ao Tribunal de Macedo de Cavaleiros, ​é referido que o concessionário exerce funções políticas numa União de Freguesias do concelho​ de Alfândega, lugar ao qual se recandidata.

Mas os dados apresentados  vão mais longe e referem ​que o município não recebeu qualquer renda desde novembro de 2015 pelos cinco apartamentos.

Berta Nune disse à Onda Livre não possuir documentos para confirmar esta falta de pagamento, mas considera, fazendo referência ao contrato celebrado em novembro de 2015, que se houver atrasos no pagamento, estes têm de ser feitos​.

“O aluguer dos cinco apartamentos foram objeto de concurso e foram adjudicados a essa pessoa.

O concurso existiu e foi transparente, concorreram mais pessoas, e a concessão resultou desse concurso.

Se existe alguma dívida neste momento não lhe sei dizer mas, se tiver, certamente que a irá pagar.”
​Na denuncia anónima, estes atrasos são considerados como um assunto “absolutamente duvidoso para o cumprimento de qualquer novo contrato”.

Foto: Arquivo Onda Livre
Escrito por ONDA LIVRE

Agricultores da Lombada pedem ajuda contra os veados

O período de seca extrema que se vive no Nordeste Transmontano está a criar dificuldades acrescidas aos agricultores da zona da Lombada, em Bragança, com a presença de animais selvagens mais próximos das povoações, que destroem várias culturas.
Os prejuízos, dizem, “são incalculáveis”.

AGR
in:mdb.pt

Craque da matemática chega às 16 medalhas nas Olimpíadas

João Francisco Morais, aluno da escola secundária de Mirandela, conquistou a medalha de bronze nas Olimpíadas Ibero-Americanas de Matemática (OIAM), que decorreram, na Argentina.

A competição terminou, na sexta-feira, e contou com a participação de uma centena de jovens de mais de 20 países da América Latina, Portugal e Espanha.

Fernando Pires
in:mdb.pt

Desemprego desceu mais em Trás-os-Montes

Os concelhos inseridos no território da Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes são dos que registaram uma maior descida nos números do desemprego no segundo trimestre de 2017, com uma variação de -23,4%. Vimioso é o concelho com menos desempregados do distrito.
No polo oposto está Mirandela, cujo centro de emprego é o que tem maior número de inscritos. 
Em agosto, Vimioso era o concelho com menos desempregados inscritos no centro de emprego.

Glória Lopes
in:mdb.pt

Julgamento das cartas de condução com desfecho no final do ano

Está marcada para dezembro em Bragança a leitura do acórdão do julgamento de uma rede de corrupção com cartas de condução, com 111 arguidos, dos quais 30 são examinadores, funcionários e empresários ligados a escolas de condução no Norte do país.
Os suspeitos respondem pelos crimes de corrupção ativa pela prática de acto ilícito agravado, corrupção passiva agravada, falsificação de documento e detenção de arma proibida.

Glória Lopes
in:mdb.pt

Núcleos e associações empresariais lançam concurso de ideias para apoiar empreendedores da região

No âmbito o Projecto Inovar +, foi lançado um concurso de ideias para apoiar empreendedores da região de Trás-os-Montes e Alto Douro.
O objectivo é ajudar a desenvolver ideias inovadoras e criativas e conta com o apoio dos núcleos empresariais da região transmontana – o NERBA, O NERVIR e a ACISAT, de Bragança, Vila Real e Chaves.

Rui Barata, técnico coordenador do projecto, esclarece que com este concurso de ideias será dado um apoio transversal às ideias de negócio apresentadas.

“O projecto é destinado a todas as pessoas colectivas, ou individuais, da região de Bragança, Chaves e Vila Real, com mais de 18 anos. Quem tiver uma ideia venha ter connosco e vamos tentar direccionar a pessoa, enquadrar a ideia, ver qual a possibilidade de desenvolver toda a parte de negócio e onde pode ser enquadrada a nível de financiamento, fazer todo o trabalho de consultadoria”, referiu.

Neste concurso há seis finalistas, cada um de uma área diferente, desde a inovação, tecnologia e qualidade, marketing e comunicação, TIC, sustentabilidade e eficiência energética, e o grande vencedor será anunciado em Dezembro, explica também Rui Barata.

O objectivo é estabelecer parcerias com instituições de renome, da região e não só, criando uma rede de contactos, para desenvolver actividades que estimulem a criatividade e inovação dos empreendedores e ideias, com vista a criar novos bens e serviços, aumentar a produtividade e gerar valor e valências na região, como explica o consultor do Projecto, Ricardo Moura.

Este é um projecto apoiado pelo programa Norte 2020 que tem como objectivo utilizar fundos comunitários para apoiar os empreendedores na geração das suas próprias fontes de rendimento e ajudar a aumentar a competitividade do país nos mais variados segmentos de negócio. 

Escrito por Brigantia

Centro de Turismo Sénior do Sabor dá apoio a visitantes e locais em Meirinhos

Em Meirinhos, no concelho de Mogadouro foi criada uma unidade de apoio ao turismo sénior. A resposta diferenciadora na região representa um investimento de cerca de 170 mil euros e foi financiada pelo Fundo do Baixo Sabor.
A nova estrutura social tem 15 camas, sala de estar e enfermarias entre outros equipamentos e integra uma rede nacional deste tipo de unidades

O gestor do fundo Baixo Sabor, Vítor Sobral, explica que a unidade tem duas vertentes: a turística e a social.

“A primeira é uma função social, para as nossas populações, e também uma função que não pode estar dissociada do turismo, porque qualquer turista sénior que venha visitar o território pode ter aqui um local onde estar”, esclareceu.

O responsável da Associação de Municípios do Baixo Sabor salienta também as vantagens de ser agora esta entidade a gerir o fundo que resulta da transferência de verbas no âmbito de uma das medidas de compensação construção da barragem.

“Tem uma dupla função e é algo de inédito, o que demonstra que o Fundo do Baixo Sabor com a nossa gestão da AMBS preserva e continua a preservar o património natural, mas para que haja esse património temos de preservar as pessoas que estão cá e essa preservação encaixa perfeitamente nesse objectivo do Fundo do Baixo Sabor”, esclarece.

Uma resposta social diferenciadora e preparada para dar apoio ao turismo sénior está agora disponível no concelho de Mogadouro. 

Escrito por Brigantia

Cadeia de Izeda regista votação elevada nas eleições autárquicas

O Estabelecimento Prisional de Izeda, no concelho de Bragança, registou uma participação elevada nestas eleições autárquicas.
Segundo dados da Direcção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, votaram na cadeia de Izeda 90 reclusos, num universo de cerca de 250. 

Já em Bragança, 20 reclusos expressaram intenção de votar no Estabelecimento prisional. Na população de reclusos em todo o país, votaram 654.

A votação antecipada nas eleições autárquicas 2017 para os presos decorreu até à passada quinta-feira. 

Escrito por Brigantia

Adopções aumentam no Canil Intermunicipal da Terra Quente

Desde o ano passado que a taxa de adopção de animais cresceu de 12 para 20 por cento no Canil Intermunicipal da Terra Quente Transmontana, agora denominado de Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia Intermunicipal da Terra Quente Transmontana, sediado no concelho de Mirandela.
Além das novas leis que entraram em vigor este mês onde os Centros de Recolha Oficiais são obrigados a esterilizar os animais para adopção e a realizar programas de captura, esterilização e devolução de gatos, há outras medidas que têm feito aumentar o número de adopções, como revela Manuel Miranda, Secretário-geral da Associação dos Municípios da Terra Quente Transmontana, que gere o centro.

“A associação tem vindo a desenvolver um conjunto de iniciativas desde 2016 que passaram por um lado e numa primeira fase pelo reforço e capacitação de recursos humanos em que temos um veterinário e uma enfermeira de veterinária a tempo inteiro, por outro lado fomentamos e dinamizamos as redes sociais, no sentido de aumentar as taxas de adopção”, esclareceu.

O CRO da Terra Quente recebe anualmente cerca de 1400 animais oriundos não só dos cinco concelhos da Terra Quente (Mirandela, Vila Flor, Macedo de Cavaleiros, Alfândega da Fé e Carrazeda de Ansiães), mas também de Valpaços, São João da Pesqueira.

No entanto, o canil pretende duplicar a capacidade de receber animais e nesse sentido tem previsto uma requalificação e ampliação do espaço.

A partir de Setembro de 2018, passa também a ser proibido o abate de animais nessas instituições. No caso deste centro de recolha oficial Manuel Miranda diz que essa é uma prática que já não acontece desde Fevereiro deste ano e com o intuito de mudar um pouco a má imagem que normalmente é associada aos canis, a Associação de Municípios da Terra Quente Transmontana tem a decorrer até 31 de Outubro o concurso “Nome e Logomarca” aqui explicado por Manuel Miranda

No concurso podem participar cidadãos dos concelhos de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Macedo de Cavaleiros, Mirandela e Vila Flor e ainda os alunos de ensino secundário e superior dos municípios associados. O vencedor tem como prémio um iPhone 7.

No âmbito do Dia Mundial do Animal que se celebra anualmente a 4 de Outubro, a Associação de Municípios da Terra Quente Transmontana vai promover campanhas de adopção gratuitas de animais abandonados no Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia. 

Escrito por Terra Quente (CIR)

Município de Miranda do Douro assina projeto-piloto para o ensino da língua e cultura mirandesas nas escolas portuguesas

Destinada a motoristas de táxi e transportadores, o Município de Bragança promoveu uma ação de formação e informação turística


Ontem comemorou-se o dia mundial do turismo e em Bragança decorreu uma acção de formação para taxistas e agentes de turismo sobre os pontos de interesse da cidade. 
Estávamos na Domus Municipalis, um dos mais emblemáticos monumentos da cidade de Bragança. Foi o local escolhido pela guia turística Anabela Pereira, para iniciar uma visita guiada que percorreu toda a zona histórica da cidade e espaços culturais. Ontem comemorou-se o dia mundial do turismo e em Bragança foi dedicado aos taxistas e agentes de turismo, que foram eles próprios turistas por um dia, que foram eles próprios turistas por um dia, na própria cidade, com o objectivo de conhecer melhor a história da capital de distrito, de forma a que possam informar melhor os turistas que os abordam a pedir informações.

Adelaide Duarte é taxista em Bragança e decidiu inscrever-se na formação para poder ajudar os seus clientes quando solicitam alguma informação de âmbito cultural.

“O s turistas chegam perguntam quais os locais mais indicados a visitar, no castelo fazem muitas perguntas, daí hoje estarmos aqui, para sabermos um bocadinho mais”, referiu.

João Cameira, do município de Bragança, entidade promotora da iniciativa, explicou que o objectivo é “o mesmo de outras acções, receber os visitantes da melhor forma possível e proporcionar-lhes uma experiência agradável na cidade de Bragança”.

Uma formação em que os taxistas participaram voluntariamente a fim de contribuírem para um apoio ao turismo na região.


Com o turismo a aumentar no país e na região, todos podem ser uma fonte de informação para os visitantes.

Por Bragança já foram realizadas acções de formação com polícias, empresários da área da hotelaria e restauração, comerciantes, taxistas e agentes de turismo. 

Escrito por Brigantia



Rio de Onor já só tem uma jovem

Em Rio de Onor já só sobra uma jovem, Silvia Prieto, de 21 anos
Viagem do DN ao interior de Portugal passou por uma das Aldeias Maravilha de Portugal, a do distrito de Bragança. A única jovem da terra deu a todos razões de orgulho este verão.

Desligados os holofotes que puseram Rio de Onor, concelho de Bragança, nas notícias, por ser uma das sete Aldeias Maravilha de Portugal, o sossego regressou ao povoado, com pouco mais de 30 habitantes, vizinho da aldeia espanhola com o mesmo nome - e onde supostamente os modos de vida seriam comunitários, no forno do pão, no tratamento dos animais, na limpeza dos açudes.

O comunitarismo, porém, já era. Cada um já tem o seu forno, a agricultura é de subsistência, já não há gado e está fechada a "Casa do Touro", onde se guardava o boi cobridor (no domingo reabrirá servindo de mesa de voto). Como diz um morador ao DN: "Isso do comunitarismo é uma treta. Se nos juntamos é para beber uns copos." A economia vive agora muito do turismo, graças a um parque de campismo inaugurado em 2003 pelo então secretário de Estado da Administração Local Miguel Relvas.

Foi-se instalando também uma pequena indústria de reabilitação de casas antigas - veem-se obras em várias. Uma natural da terra, Maria José, de 53 anos, emigrou em 1985 para a Suíça. E lá casou com um operário suíço, Jurg Baldesberger. Regressaram há uns anos e Baldesberger tem um negócio de recuperação de casas na aldeia, mantendo as traças originais, de madeira nos interiores e paredes de xisto. Recuperam-se casas para vender a estrangeiros. Uma é de suíços, outra de alemães, mais uma de holandeses.

Em Rio de Onor já só sobra uma jovem - tudo o resto são adultos ou idosos reformados. Sílvia Prieto, de 21 anos, licenciada em Veterinária, em Espanha, tomava ontem conta do café dos seus pais, o Trilho, e não tinha refeições para servir porque os proprietários foram para a vindima. Conversava ao balcão com o espanhol Juan Fernandes, um aposentado de 70 anos, em tempos proprietário de empresas de decoração de interior.

A veterinária, por ora, não lhe dá emprego. Fala um português completamente espanholado e neste verão orgulhou a sua terra sendo eleita Miss Bragança e depois Miss Norte. Até podia ter prosseguido o caminho candidatando-se a Miss Portugal. "Mas não tinha ajudas", recuou, serve agora no estabelecimento dos pais, procurando oportunidades na veterinária. Há dias tornou-se a última jovem da aldeia; o outro, um rapaz de 18 anos, foi embora, estudar para fora.

O problema, explica Fernandes, é que as ditaduras dos dois países, a de Salazar e a de Franco, "foram muito diferentes". Enquanto a de Franco industrializou, a de Salazar não. "Em Portugal as pessoas emigraram para o estrangeiro mas em Espanha não, só migraram para as grandes cidades." A "diáspora" espanhola está mais perto das suas terras de origem e isso permite que o lado espanhol sobreviva melhor. Mas na verdade nada separa as duas aldeias exceto uma placa. "Mentalmente somos um só povo."

Notas de Viagem

Dia 9
2267 quilómetros

Esta é a distância percorrida desde que esta viagem se iniciou, na segunda-feira da semana passada, dia 18. Fizeram-se ontem 202 quilómetros, de Bragança a Rio de Onor, com passagem no regresso por Gimonde e seguindo depois para Vila Real, pela tranquila A4.

E quem te paga a ovelha?"

Rio de Onor fica abrangida pelo Parque Natural do Montesinho e voltámos a ouvir as queixas habituais. Faz-se, por exemplo, a preservação dos lobos. "Os lobos matam-te a ovelha? E depois quem te paga a ovelha?", pergunta, indignado, o espanhol Juan Fernandes (ler texto principal). O problema maior, acrescenta, são os javalis: "São o veneno deste povo!", porque entram pelas hortas e comem as batatas. Já os gamos parecem preferir alfaces.

Mapa político de Bragança

Rio de Onor fica no concelho de Bragança. A câmara é PSD, que recandidata Hernâni Dias. O PS, segunda maior força, avança com Carlos Guerra. Em 2013, os sociais-democratas venceram com 47%, obtendo quatro dos sete mandatos executivos. O PS ficou com dois e uma lista independente com um. Em cerca de 36 mil inscritos, votaram vinte mil (54% de participação).

João Pedro Henriques
Diário de Notícias